terça-feira, 28 de abril de 2009

Final sem alternativa

___Grito, medo, escuridão______________

__Mãos ao alto_________________



um tiro______________________








Agora não há mais ninguém para terminar a história._

Luciana Pontes

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quando o futuro é amanhã

Eu canto
Eu danço
Eu giro
Como um cisne voando no ar
E eu pulo
Eu rodo
E me animo
Como se minha vida fosse brilhar

Minhas asas abertas
Em forma de coração
Minha fada na mente
Minhas pernas no chão

Meu olhar certeiro
Minha concentração
Me fazem viver e viver
Como se o mundo estivesse em minhas mãos.


Luciana Pontes

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Pascoalices em geral

Páscoa chegando, o ar chocolatístico já enche meus pulmões e meu coração se entope de sentimentos de renovação. Ou não.
Abril já se desenrola e daqui há doze dias viajarei para Brasília (DF) para uma competição nacional de patinação. No final de semana antes da viajar, estarei competindo em São Leopoldo (RS) na competição estadual. Gostaria de dizer que tudo está muito bem e vai dar certo. Agradeço amigos e conhecidos que ajudaram. Mando longe quem é idiota, falso e fofoqueiro. Está minha mensagem blogueira de Páscoa. Sejam felizes.
Em breve postarei mensagem de Páscoa escrita na escola, esta que espalhou alegrias e coelhinhos por todas as extremidades franciscanas daquele recinto.

Foto em momento descontraído modelístico e espontaneamente forjado, em plena educação física, que por sinal eu não faço porque tenho "licença atleta". A mulher com uma câmera fotográfica na mão tapando sua humilde visão é, sim, para esclarecimento de dúvidas, a Nathalie Netto. Por todo o acaso do mundo, com uma pitada de destino, a criatura sorridente e cabeluda ao lado dela sou eu. A hora da foto está errada.
Sim, está foto não faz sentido nenhum.


Luciana Pontes

Quando a história mais bonita parece ser realidade.

Sabe quando o tempo
rola devagar?
Sabe quando a chuva
para de molhar?
Sabe como o vento
sopra sem soprar?
Alcança os mares da vida,
nada contra o terremoto
Sobe além da tempestade
Vira lua.
Sabe quando o mundo
parece ser um bom lugar?
Entende quando a vida
parece ser justa?
Supera o turbilhão
Aguenta a euforia
Aproveita a calmaria
Brilha mais que um olhar
Sabe quando a gente sabe que achou nosso lugar?


Luciana Pontes

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Não sei mais escrever.

Não sei o que aconteceu, mas perdi minha inspiração para escrever. Não sei também se é momentâneo ou eterno... Tenho ideias mas não consigo formular uma frase, acho que estou em declínio artístico. Pode ser alegria demais. Escrever requer um pouco de tristeza. Não que eu esteja pulando de alegria, mas aquela melancolia que me seguia hoje já não segue mais. Tenho segurança em meus atos, parei de me auto-questionar. Pode ser que seja só agora, mas as palavras não fluem tão bem e o texto está mais demorado para ser escrito. Quero fazer uma peça de teatro, tenho em mente um tema principal, mas não consigo mais sentar e me concentrar apenas no que imagino. Estou morrendo de fome e minha barriga doi ao invés de roncar. Isso dificulta as coisas. Minhas palavras não soam bem, eu nem sei mais onde coloco vírgula ou ponto final. Mudo de assunto no meio de textos... Estou definitivamente perdida nesse aspecto. Queria fazer poesias, mas minha mente não entra em sintonia com minhas mãos, então nada acontece.

Eu sei que esse post é incrivelmente inútil e por isso peço desculpas. Me sinto culpada quando não escrevo por um dia.
OBS: Não sei mais finalizar textos.


Luciana Pontes

terça-feira, 31 de março de 2009

Acabou março

Infelizmente finalizamos o mês com poucos textos. É, a agenda tá lotada e a noite já não é mais uma criança. O cansação tá batendo, tanto em mim quanto na Nathalie, e tá difícil vir aqui e libertar a mente.
Tentaremos!
No mas, tudo certinho, muito treino, chegando tarde... É isso, people. Fui.


Luciana Pontes

sábado, 21 de março de 2009

A entrevista


Num momento de loucura, gritei alto uma pergunta. Ninguém me respondeu. A repeti bem baixo, numa voz quase inaudível:
- Por que não há ninguém aqui?
- "Porque você não permite". - Alguém falou.
- Quem é você para falar uma coisa dessas?
- "Ainda não é tempo de descobrir quem eu sou, mas, por via das dúvidas, não se mexa."
E eu não me mexi, mas disse:
- Posso te fazer algumas perguntas?
- "Já fez várias..."
Peguei um papel e uma caneta.
- O que você espera da sua vida?
- "Gosto de pensar que será tudo bom, independente da onde eu vá parar no futuro."
- O que mais te dá medo?
- "Pensar no fracasso é uma coisa que me deixa sem sono, mas não gosto de palhaços."
- O que te deixa feliz?
- "Liberdade me dá alegria. Quando sinto que me libertei, imagino que tudo é alcançável."
Pensei um pouco nas suas respostas, todas um tanto esquisitas, mas familiares.
- Qual seu sonho de consumo?
- "Não sou apegada a coisas materiais, meu sonho é tudo aquilo que será eterno."
- Defina, então, eterno.
- "Minhas palavras são eternas."
Parei de escrever e levantei a cabeça. Algo me tocou profundamente.
- Como você está se sentindo agora?
- "Com dor na mão de tanto escrever."
Me assustei.
- Agora você já pode me dizer quem é?
- "Claro, vire-se para a direita."
Eu virei e me deparei com a coisa mais chocante da minha vida. Ali, agora na minha frente, estava minha própria imagem refletida num espelho.


Luciana Pontes

segunda-feira, 16 de março de 2009

Antes que o sol nasça

Texto fictício.

Numa noite calorenta de inverno, meus olhos arregalados de cansaço me faziam pensar errado. Com meu cabelo no chão e meus pés no teto, corri lentamente até a cozinha. Tomei banho. Vesti meu vestido de gala, me maquiei com leite de colônia e me joguei na cama. Tentei sonhar acordada, mas só conseguia dormir sem sono. Abri meus olhos e meu vestido apertado. Depois de um dia curto e corrido, tentei por longas horas andar até onde não consegui chegar. Tudo bem, mal mesmo seria se eu desistisse de desistir... Levantei, peguei meu pijama e coloquei no cabide: ontem teria festa se hoje não fosse amanhã.
Sonolenta e rígida me olhei no espelho. Rugas de juventude e um delicado ar de velhice se destacavam na imagem. Pensei "aposto que eu sou bem diferente disso". Fiz um coque com o cabelo e enchi de spray, retoquei o rímel... Nada como se sentir a vontade para dormir. Voltando para a cama, acendi a luz, desliguei o abajur, fechei meu livro e coloquei os óculos.
Botei o travesseiro sob meus pés e dormi com a cabeça pra fora. Já era de amanhã e a lua ainda não tinha saído, o sol já tinha se posto, e eu não estava me sentindo muito boa para tomar grandes decisões. Ando meio sem certo e errado ultimamente, mas isso não tem muito problema no estado em que estou.


Acho que devo parar de usar drogas...

Luciana Pontes

terça-feira, 10 de março de 2009

Uma revolta

Eu não vim aqui pra repetir o que já foi feito. Não, não. Eu não nasci pra dizer o óbvio. Eu não quero que tudo seja igual. Não mesmo. Eu sou o diferente, eu amo o diferente. É minha vida. Eu não vim pra Terra para ser mais uma. Eu não quero ser medíocre, não, não, eu quero ser lembrada. Me achem tola e exibida, me chamem de errada, mas eu não cresci pra ser para sempre criancinha. Que isto soe o pior possível, mas eu defendo a diferença. Diferença de cores e vidas, eu não ligo, eu gosto disso. Dizer o que não foi falado, criar novas rimas. Saber fazer de tudo um pouco, ter argumento e até mesmo convencer. Eu não vim pra cá pra ser presa. Eu vim pra falar e me libertar. Pra ser esperta e usar muito bem a esperteza. Eu vim pra deixar marcado. Minhas ações e falas, meu jeito de vestir, tudo diz de mim o que sou. Não tenho tribo nem seguidores, então sou só. Existem pessoas do meu lado e contra mim. Ok, isso acontece. Minha força também se esgota, mas meu pensamento não. Ele não para, nem eu paro, nem o mundo para, e eu nem permitiria que isso acontecesse. Não, eu não vim pra deixar tudo normal e amenizar a situação. Não vim pra quebrar o barraco e resolver na porrada. Eu sou a entrelinha da opção. A tecla escape. De duas eu sou a terceira, a que não existe, mas eu mesma me inventei, e é isso que importa. Eu não sou quem pode dizer-se normal. Não, não, anormal também não me define. Minha mente voa, minhas ideias voam, eu voo se quiser. O mundo também é meu, e eu também posso mudá-lo. Ou destruí-lo. Mas quero a minha paz e a paz de todos. A diferença na medida certa e o impossível. Deixar registrado minha vida em qualquer página riscada. Não, não, não sou dessas que joga fora. Cada pensamento meu vai e fica. Eu não idolatro, se for para amar, eu amo, e será verdadeiro até quando terminar. Eu quero sempre o improvável. Para mim o mundo não é tão perdido assim. Pelo menos o meu mundo. Sim, sim, eu sou o diferente. Sim, sim, eu faço a diferença, e ninguém sabe. Ninguém me conhece, eu sou ninguém. Mas onde estou sentem minha falta. Eu não sou nada e sou tudo, e tudo pra mim pode ser nada, mas o diferente é sempre diferente. Não, eu não tenho o QI mais alto do mundo e não a sou inteligente. Eu sou o que ninguém é. Eu sou a controvérsia e a moral alternativa. Eu sou o ponto final que não foi escrito numa frase.

Para: Nathalie de Souza Netto.


Luciana Pontes

segunda-feira, 9 de março de 2009