Hoje é domingo e eu tive um final de semana bem...agitado.
Não é de hoje, nem da semana passada que venho me questionando sobre muitas coisas que faço, deixo de fazer, penso em fazer. Coisas que eu falo, que penso ou então simplesmente jogo na cara das pessoas sem o menor sentimento, cuidado ou afeto.
Tenho pensado MUITO sobre a minha relação com a minha família,minha pequena família. Meu pai, minha mãe e minha irmã. E sempre que eu penso eu sinto medo, medo que o acaso chegue e me tire um deles, ou todos. Medo que a doença prejudique alguém, que o assalto roube a vida de algué, medo que eu não possa estar presente nos momentos mais felizes da vida deles ou que eu não possa dar o prazer de fazer com que os momentos mais felizes para mim sejam compartilhados com eles. Medo que eles não percebam o quanto são importantes e o quanto eu os amo, incondicionalmente. Um amor que vai além da vida e da morte.
A morte me assusta. Na verdade ela me apavora! Eu falo em morte e sinto um nada dentro de mim, uma tristeza alheia... Os suicidas que me perdoem, mas o maior ato de covardia do universo é ao suicídio. A pessoa cometer o suicídio é o mesmo do que ela admitir que prefere não conviver ao sofrer. Sofrer de amor, de amizade, de família, de escola, de esforço, de qualquer coisa! ou até mesmo a falta de tudo isso!
Mas a questão é essa! É horrível se apegar a alguém e depois perder. E isso me assusta. Não se preocupem eu não vou me suicidar, seria a ultima coisa que eu faria. Meu amor é tanto por essas três pessoas que quando acontece de alguém próximo sofrer uma perda, eu penso que poderia ter acontecido comigo! Meu amor é tanto que eu deixaria de fazer qualquer coisa pra ficar perto deles.
Enfim, eu precisava muito dizer que eu quero muito passar com a minha família todos os momentos da minha vida! Quero ver meus pais fazerem 50 anos, fazerem bodas de ouro, realizarem seus sonhos. Quero que minha mãe possa visitar New York, possa voltar à Belgica...Quero que meu pai realize todos os sonhos dele, que ele continue com essa simplicidade e paciência singulares. Quero acompanhar junto dos meus pais a formatura da minha irmã na oitava série, os 15 anos dela, a formatura do terceiro, o vestibular, os 18, o primeiro trabalho, o primeiro namorado, a faculdade!, o casamento, os filhos...Quero poder dar netos aos meus pais e sobrinhos à minha irmã. Quero poder realizar os sonhos que eles têm e os meus também. Quero fazer deles as pessoas mais felizes do mundo. Queria poder viver eternamente do lado deles.
Daí eu paro e penso que isso não rola, que é impossível... E isso me dói. Me dói pensar que eu já chinguei meu pai por pouca coisa, que eu briguei com a minha irmã por causa do computador, que eu pensei que a minha mãe não me entendia. Isso é horrível. Me dói pensar que eu fiz tanta coisa errada pra eles e que eles sempre me perdoam e eu faço errado de novo.
Eu queria ser a melhor filha, melhor irmã, melhor amiga, melhor mulher, melhor profissional, melhor tia, melhor dinda e melhor avó do mundo! Mas nada disso me é garantido. Então só me resta aproveitar a vida com cuidado, com amor...Preservar minha vida, meu corpo, minha mente e minha alma.
Minha família, minha jóia, minha vida e meu amor.
Netto
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domingo, 1 de maio de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Lição do carnaval
Um engarrafamento pode, sim, aproximar as pessoas, te fazer pensar diferente, admirar uns, rir de outros...
Na verdade, tudo isso é a convivência...Ou a falta dela.
Netto.
Na verdade, tudo isso é a convivência...Ou a falta dela.
Netto.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ainda na tempestade - 12 de fevereiro de 2010
Eu não sei o que está acontecendo comigo...Hoje foi um dia difícil, fiquei em casa o dia todo, sozinha... dormi muito mal na noite passada e me senti muito enjoada :/
Eu me sinto tão triste, tenho tido sonhos ruins, me sinto enjoada, tenho vontade de chorar, tô preocupada, to com medo e não tenho dormido nada bem...
Estamos vivendo tempos difíceis, eu e minha família, mas até que ponto essas coisas são da minha cabeça e não reais?? É disso que tenho medo, tenho medo da doença, tenho medo da morte...
Será que eu vou ter que me recompor por completo NOVAMENTE? (sim, uma redundância)
Eu acho que sim...
E para não alimentar esse meu medo, vou marcar um médico para fazer uma bateria de exames.
Talvez eu esteja errada e esteja pensando pelo lado ruim...
Hà 40 anos, minha vó foi diagnosticada com câncer no útero. Normalmente uma pessoa se desesperaria e faria um tratamento para se recuperar e tocar a vida em frente, na melhor das hipóteses... Mas ela se recusou a ter a doença e simplesmente ficou por isso... Uma coisa de Deus, talvez um milagre? Não sei. Acredito que sim.
40 anos vieram, e ela foi diagnorticada com câncer, não no útero mas em outros lugares.
Agora, nesse exato momento, ela está no hospital, tomando soro e antibióticos, além da morfina. Ela não levanta e mal fala, mas está lá de olhos abertos... Eu vejo o quanto isso é duro pra minha mãe, e acho que eu posso estar exagerando um pouco sim nos meus medos, acho que eu tenho que me segurar pra nao desestabilizar minha mãe, porque isso é o melhor que posso fazer, ajudar quem me ama.
Normalmente eu estaria chorando, nos braços do meu pai, implorando por algumas respostas e pedindo palavras de conforto... Mas não estou, porque veja bem: Ela ganhou 40 anos de vida....
Nathalie Netto
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Agenda 2011 - arrependimento
Queria agenda, hoje é dia 7 de fevereiro e eu tenho uma coisa pra te dizer:
Certa vez, vovó disse: O segredo da felicidade é saber controlar as ambições... E ela nunca mais esqueceu.
Eu tinha uns 14 anos quando minha vó me disse isso, mas nunca levei muito a sério...
Esse ano ainda eu pude viver essa frase, e eu detesto admitir que ela estava certa.
Hoje, em especial, eu me arrependi profundamente em ter alguma vez pensado que meu amor pela minha vó não existia de tal maneira como existe pela outra, que já se foi, quando minha mãe falou: eu ainda tinha esperanças de que ela saísse do hospital.
Eu não vou conseguir terminar de escrever, desculpem-me.
Nathalie Netto
Certa vez, vovó disse: O segredo da felicidade é saber controlar as ambições... E ela nunca mais esqueceu.
Eu tinha uns 14 anos quando minha vó me disse isso, mas nunca levei muito a sério...
Esse ano ainda eu pude viver essa frase, e eu detesto admitir que ela estava certa.
Hoje, em especial, eu me arrependi profundamente em ter alguma vez pensado que meu amor pela minha vó não existia de tal maneira como existe pela outra, que já se foi, quando minha mãe falou: eu ainda tinha esperanças de que ela saísse do hospital.
Eu não vou conseguir terminar de escrever, desculpem-me.
Nathalie Netto
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