quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Foram colocados na ampulheta 72 grão de areia...
Agora não devem faltam nem 10.

É a literal espera da morte de um e do sofrimento de todos...

Netto.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ainda na tempestade - 12 de fevereiro de 2010

Eu não sei o que está acontecendo comigo...Hoje foi um dia difícil, fiquei em casa o dia todo, sozinha... dormi muito mal na noite passada e me senti muito enjoada :/
Eu me sinto tão triste, tenho tido sonhos ruins, me sinto enjoada, tenho vontade de chorar, tô preocupada, to com medo e não tenho dormido nada bem...

Estamos vivendo tempos difíceis, eu e minha família, mas até que ponto essas coisas são da minha cabeça e não reais?? É disso que tenho medo, tenho medo da doença, tenho medo da morte...

Será que eu vou ter que me recompor por completo NOVAMENTE? (sim, uma redundância) 
Eu acho que sim...
E para não alimentar esse meu medo, vou marcar um médico para fazer uma bateria de exames.

Talvez eu esteja errada e esteja pensando pelo lado ruim...

Hà 40 anos, minha vó foi diagnosticada com câncer no útero. Normalmente uma pessoa se desesperaria e faria um tratamento para se recuperar e tocar a vida em frente, na melhor das hipóteses... Mas ela se recusou a ter a doença e simplesmente ficou por isso... Uma coisa de Deus, talvez um milagre? Não sei. Acredito que sim. 
40 anos vieram, e ela foi diagnorticada com câncer, não no útero mas em outros lugares. 
Agora, nesse exato momento, ela está no hospital, tomando soro e antibióticos, além da morfina. Ela não levanta e mal fala, mas está lá de olhos abertos... Eu vejo o quanto isso é duro pra minha mãe, e acho que eu posso estar exagerando um pouco sim nos meus medos, acho que eu tenho que me segurar pra nao desestabilizar minha mãe, porque isso é o melhor que posso fazer, ajudar quem me ama. 
Normalmente eu estaria chorando, nos braços do meu pai, implorando por algumas respostas e pedindo palavras de conforto... Mas não estou, porque veja bem: Ela ganhou 40 anos de vida....

Nathalie Netto

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Agenda 2011 - arrependimento

Queria agenda, hoje é dia 7 de fevereiro e eu tenho uma coisa pra te dizer:

Certa vez, vovó disse: O segredo da felicidade é saber controlar as ambições... E ela nunca mais esqueceu.

Eu tinha uns 14 anos quando minha vó me disse isso, mas nunca levei muito a sério...
Esse ano ainda eu pude viver essa frase, e eu detesto admitir que ela estava certa.

Hoje, em especial, eu me arrependi profundamente em ter alguma vez pensado que meu amor pela minha vó não existia de tal maneira como existe pela outra, que já se foi, quando minha mãe falou: eu ainda tinha esperanças de que ela saísse do hospital.

Eu não vou conseguir terminar de escrever, desculpem-me.

Nathalie Netto

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Lista de afazeres

- me formar no colégio ok
- terminar o curso de inglês
- me matricular em um cursinho
- passar na ufrgs
- me formar na faculdade
- ser madrinha de casamento
- ser dinda
- fazer um curso de maquiagem
- pular de bungee jump
- ir aos eua
- escrever um livro
- aspirar gas helio ok
- ir à portugal
- aprender a tocar violão
- comprar uma guitarra
- ir à paris
- casar
- ver o pôr do sol no guaíba ok
- ver o nascer do sol na praia ok
- fazer uma tatoo ok
- ir à uma praia de nudismo
- ir à bélgica
- ter 3 filhos
- dormir em um colchão d'água
- plantar 10 árvores
- andar de camelo
- fazer um boneco de neve
- beijar alguém de baixo d'água
- terminar uma borracha
- andar de helicóptero
- viajar com os amigos
- ir pra praia sozinha
- morar com os amigos
- morar sozinha
- enterrar uma cápsula do tempo
- viajar sem rumo com amigos
- atirar
- comprar um carro
- fingir ter um ataque epiletico ok
- viajar em um cruzeiro
- ir à amsterdam
- morar em LA
- tomar banho de cachoeira ok
- participar de uma corrida 
- colocar o pé atrás da cebeça
- ir pra disney
- voltar à disney
- dizer pro taxista: siga aquele carro
- andar de lancha ok
- ir ao parque do harry potter
- aprender a meditar
- fazer intercâmbio
- tomar tequila ok
- beijar um amigo
- nadar pelada
- fingir falar outra lingua ok
- pintar o cabelo de uma cor absurda ok
- namorar um estrangeiro
- fazer paraquedismo
- nadar na piscina de noite
- passar o ano novo com amigos
- fazer a despedida de solteira em LA
- pesar 60 kg
- manter o peso durante 6 meses
- compor uma música
- abraçar um desconhecido
- me declarar para alguém
- salvar uma vida
- beijar uma mulher
- ficar com um guri ruivo ok
- arrumar um emprego
- conhecer o Matheus 
- comprar uma lingerie vermelha muito sensual
...


Fazer pelo menos metade dessa lista


Nathalie Netto

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)

O perdão é uma virtude dos fortes....

Ninguém vai entender muito bem isso daqui, mas eu precisava dizer isso, afinal, é por isso que volto, porque perdoei e deixei meu orgulho de lado. Fui forte, fui transparente... Não volto com nenhum rancor, nenhuma raiva, pelo contrário!! Volto feliz, volto orgulhosa de mim e de ti, por saber que o tempo passou e fomos capazes de voltar atraz e resgatar uma amizade que ainda não se foi - e espero que não se vá -. 

É só uma explicação do porque que voltei, porque muita gente não vai entender... Mas azar! :))

ABRA SUA MENTE, I'M BACK. ( Uhules )

Para Luciana Pontes;
De Nathalie Netto. 

domingo, 5 de setembro de 2010

Incêndio no Fondue

(história verídica)

Sábado à noite e gurias animadas: todas prontas para curtir uma rodada de fondue na minha casa. O relógio marcava sete horas e o chocolate e o queijo borbulhavam nas panelinhas.

Na mesa havia pedacinhos de carne, frango, pãozinho, quatro litros de Coca-Cola, moranguinhos, bananinhas, aperitivos, o novo chocolate Delice da Lacta (cuja propaganda televisiva mostra uma mulher se explodindo em chocolates voadores - como se isso realmente acontecesse), canudinhos de chocolate e otras cositas mas. O mundo era pura alegria e fantasia, e as meninas do teatro festejavam a vida em doces e amizades. Contávamos aventuras, amores, risadas, micos: era a própria noite com as amigas. Meus pais, prestes a ir a uma pizzaria, passavam pela mesa e beliscavam pedaços das comidas escaldadas em fondues. Tudo ia bem.

Eu fazia observações, como "gente, vamos cuidar pra não babar o garfo e colocar ali dentro... Só pra não encher tudo de baba", ou "Deia, pega um guardanapo para não sujar a mesa", ou ainda "vamos tirar esses morangos daqui enquanto ainda não está pronto o chocolate", sempre metódica e nojentinha. Meu pai fazia coisas de pai, como bater foto das pessoas comendo, e minha mãe rodeava a mesa de olho na comida.

Havia, no entanto, um porém: A panela utilizada não era aquela de fondue mesmo, e sim, uma de barro que meus pais recém haviam comprado; uma das meninas trouxera um utensílio de pedra  para cozinhar a carne, que (ainda não sabíamos) continha uma rachadura. O óleo de cima da bandeja de pedra, então, pingava na mesa. Foi então que começamos a notar a alta temperatura dos nossos molhos fondues. A coisa de pedra preteava (escurecia) e jogava óleo para cima, queimando as carnes e nossas mãos. 

De repente (não mais que de repente) no meio de uma risada ou outra, a panela de barro se partiu ao meio, derramando todo o queijo-duplo fondue e o álcool sobre a mesa. Ateou fogo em tudo. A chama era alta, inflamava a altura de nossas cabeças, e o álcool de espalhava por tudo. A pedra de fondue pingava óleo do outro lado da mesa, e as carnes queimavam naquele enegrecido. O fogo de tudo era alto e forte e queimador. Todos gritavam e se afastavam da mesa. As coisas queimavam. 

Meu pai, como bom salvador que é, prontamente disse: "Pega a máquina" e bateu uma foto da fúria do fogo. Uma não, algumas. E o fogo crepitava. 

O cachorro, melhor amigo do homem, em vez de latir para alardear os vizinhos, os bombeiros, os santos, quem quer que seja, subiu na mesa de centro da sala e roubou o chocolate Delice da Lacta e foi para sua caminha comê-lo. E as carnes torravam e eu gritava pelo queijo perdido!

Minhas amigas, jovens que são, com seus catorze aninhos e grande talento teatral, tentavam salvar a comida e os cabelos do fogo. 

Foi então que, meu pai, demonstrando o porquê se ser o homem da casa, tacou a mão na pedra quente e queimou os dedos. No entanto, num momento de heroísmo histórico, pegou uma toalhinha de prato e levou a fonte queimadora para a pia. Lá, contou ele, que jogava água em cima e o fogo aumentava ainda mais, tostando a secadora de roupas. Enquanto isso, na sala, tentávamos (sem sucesso) limpar da mesa toda sujeira do queijo e do óleo.

Apagado o fogo e acalmadas as emoções, sentamo-nos de novo a mesa e demos graças pela toalha, altamente inflamável, ter sido retirada antes de toda a função do fondue incendiário.

Por Luciana Pontes


domingo, 15 de agosto de 2010

a história não mudaria

- Tu estás me comparando ao meu pai?
- Tu estás me comparando a ti?
- Meu pai?
- Meu pai?
Risos sarcásticos
- Que isso, filha...
- Que isso, pai...

Por Luciana Pontes.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tu te reconhecerás como adulto quando fores tomado, pela primeira vez, pelos sentimentos mais obscuros que possam existir na Terra...

Luciana Pontes

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um pouquinho de mim

Minhas excentricidades se resumem a dois pares de chinelos de algodão (um pré e um pós-banho) e vontades loucas de comer cachorros-quentes no meio da noite.

Luciana Pontes