terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Melhores Posts de 2009

Um pequeno momento de remember aqui no Abra Sua Mente.
Coloquei links das postagens mais polêmicas, mais comentadas e mais belas (na minha opinião).
Divirtam-se.

Textos
Parece Uma Praga
Loucura
O que Você Irá Lembrar? - Internet -
Pensar No Certo e Errado
O Maníaco da Pipoca
Amor De Lua
Quem Sou Eu?
Resumidamente, Paixão
Quem não Sabe Quem Você É
Caro Ex-Namorado
Não Pense Que Eu Sou A Garota Certa
Folhas Assassinas
Cai O Pano



Especial

Poesias
Homem Do Diamante
Nosso Filme
Homem-Luar
A Menina
Quando O Futuro É Amanhã
Quando A História Mais Bonita Parece Ser Realidade

Séries (links para continuações abaixo dos textos)
Antes Que O Sol Nasça I - VIII
Um Minuto Comigo 1 - 2
Acreditar 1 - 2
Eu Tenho 1

Homenagens (ou não)
Michael, Ever...
A Amiga
É.


Espero que tenham sido feitas boas escolha!


Luciana Pontes

Provável último post do ano

Amanhã viajarei para o litoral gaúcho para comemorar o reveillon, aniversário de familiares e o real início das férias.
Deixo aqui minha mensagem de feliz 2010 para todos os leitores e não-leitores, e meus humildes votos de sorte, paz, etc, etc.
Esperamos, todos, que o ano que se inicia seja de grandes postagens e muita vida! Muita aventura, porque o terceiro ano do segundo grau é sempre emocionante, muitos namoros, porque todos gostam disso, e muitas coisas incríveis e malucas, proporcionadas, geralmente, pela dupla infalível que escreve neste blog.

Digo, em meu nome e em nome de minha amiga, que o que vivemos neste ano de 2009 foi único e inesquevícel, e que fizemos TUDO valer a pena. Foram diversas realizações, pequenas, que seja, mas inimagináveis para nós.
E 2010 que nos aguarde... Pois muito mais virá!


Luciana Pontes

domingo, 27 de dezembro de 2009

É uma merda mesmo.

Quer saber?
Eu já sou bem grandinha pra falar o que eu quiser. Posso falar palavrão o dia inteiro, posso xingar qualquer pessoa, posso beber até cair da cadeira, posso ir pra onde eu quiser. E vou fazer tudo isso. Não vou mais aguentar bobagenzinha. Vou mandar se foder.
Eu não preciso mais de correntes segurando minha boca. Não quero mais ser incomodada, e também não vou mais encher o saco de ninguém. Se quiser falar comigo, fale, se não quiser também não me importo. E se quiser briguinha, pode ficar falando sozinho, porque eu não vou mais ouvir nem resolver. Quando estiver sozinha, porque só assim eu me sinto à vontade (a cordialidade me persegue) vou falar todos os palavrões que eu quiser, vou quebrar tudo, bater a porta. Porque eu não vou trancar minha raiva.
Mesmo assim, meus amigos, eu não perderei a doçura que me acompanha. É que dificilmente eu me irrito, mas de hoje em diante, quando isso acontecer, não vou me conter (porém, obviamente, não vou destruir a casa e o lar). Me irrito com burrice. Me irrito com injustiça. Me irrito com quem se faz de espertinho pra cima de mim (mesmo sabendo que serão tão confundidos pela minha mente cruel que logo se auto-culparão). São apenas essas três coisas que me incomodam. Sou muito calma e amigável.
Não encham meu saco NUNCA MAIS.


Luciana Pontes

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Rumo aos 300 Posts

Na última contagem de posts do Abra Sua Mente, totalizamos 290 posts publicados e 300 posts em rascunho! [Os rascunhos são pedaços de textos que às vezes são revisados e apagados/utilizados, postagens que começaram e não terminaram, ou outros segredinhos nossos que, definitivamente, nunca virão ao ar]
Minhas perspectivas para o fim do ano de 2009 iludem-me de que conseguiremos chegar a 300 posts publicados. "Iludir" porque a 'confecção' de textos tem baixado terrivelmente mês-a-mês e, se você rolar a barrinha para baixo e olhar do lado direito da tela, verá que em 2008 postamos bem mais do que em 2009. Mas a vida é assim, os compromissos vão chegando e tomando cada vez mais nosso tempo.



É isso aí, hoje, garanto, vem mais um texto, me aguardem!


Luciana Pontes

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Escape

É difícil acreditar que eu passo um pedaço do meu dia aqui em frente ao computador. Hoje, por exemplo, eu queria estar em outro lugar, com amigos, me divertindo e pegando sol. Queria estar de pés descalços na areia, ou talvez passeando por uma praça, ou aqui na orla de Ipanema... Mas a vida não é tão maravilhosa assim. Ouvimos, lemos e vemos sempre biografias incríveis de pessoas que se aventuraram, voaram pelo mundo e salvaram-no, sempre com a imagem de uma vida como filme. Porém, há momentos monótonos, que não são citados. A pergunta é: O que fazer se sua vida não é repleta de aventura? No meu caso, ligar o computador.

O computador, pelo menos no meu caso, não é uma for de escape do mundo. Eu não tenho uma vida virtual e não salvo conversas de msn. Meu orkut é visto, respondido, atualizado e fechado. O que mais gosto, disparado, é escrever no blog, e sinto uma melancolia quando não tenho criatividade para postar (que é o que anda acontecendo seguido).

Meu pai reclama de minhas horas no computador, mesmo sabendo que eu já reduzi o uso apenas para a noite (o que polpa tempo, porque gosto também de dormir). O que ele não entende é que não há nada mais a fazer. Já li, já estudei, já conversei com minha mãe e brinquei com minha irmã, já pensei na vida, já vi tv, já joguei video-game... Não costumo comer por nada, então a comida não é uma saída para mim. Fui criada em apartamento, então não tenho costume de sair facilmente de casa e não vejo grandes motivos para caminhar sozinha (se for para pensar, vou para meu quarto ou para o sótão).

Se alguém tiver alguma ideia melhor para a monotonia da vida, me avise. Me sinto bem no momento e não há nada me incomodando, mas o que mais uma jovem como eu, sem carro e sem dinheiro, pode fazer?


Luciana Pontes

domingo, 13 de dezembro de 2009

Conto de rua

Sempre imaginei a história das pessoas que passam na rua. Os simples pedestres, ou viajantes, ou nossos colegas de banco de ônibus. Olho para pessoa e começo a criar a vida dela. Certamente já sofreu, porque todos sofrem. Certamente já perdeu um ente querido ou um amigo/amor, ou então uma partida de pife. Com certeza passou por grandes aventuras, viu o que não gostaria de ter visto e já se apaixonou (por alguém ou algo). Se tem as feições marcadas pelo cansaço, defino-a como trabalhadora, que sua pelo sustento de sua família e pelo seu próprio, se não arranjou um chinelo velho ainda. Se veste-se bem, imagino que vai ao encontro de um amigo esquecido ou o amor do momento.

Certa vez vi um casal. Ele era lindo e ela mais ainda. Eles eram perfeitos, modelos, daqueles de comercial de perfume francês. Ela segurava um bouquet de flores roxas, que faziam contraste com teu cabelo ruivo e liso. O homem era loiro, alto, magro. Os dois se olhavam como se jamais fossem se ver novamente e, apesar dos bancos vazios, estavam de pé. Todos do ônibus os observavam, pois eram diferentes de tudo aquilo que já tinham visto. O amor que os cercava era tão grande que brilhava nos seus olhos claros. Os dela verde, os dele, azuis. A vida que lhes voava entrava em todos. Ali, entre a energia que os unia, havia uma vida de contos de livro. Talvez os pais dele não gostassem dela, talvez ele queria largar tudo e viver como artista, talvez ela estivesse grávida e não sabia. Só o que sei é que, na minha simplória volta para a zona sul de Porto Alegre, um casal como Romeu e Julieta se despedia. Eles não trocavam palavras, só olhares, como se já tivessem dito de tudo um para o outro e, ao invés de perderem seu tempo falando, miravam-se como nós ao admirarmos o céu.

Em que parada a vida os separou eu não sei, mas ainda fico a imaginar.


Luciana Pontes

A vida no espelho

Um dos meus sonhos malucos sempre foi atravessar o espelho.

Imagine: Ver a vida pelo ângulo contrário... Como seria?

Porém não apenas ver, mas viver; Não imagino um mundo ao contrário, não pelo que a imagem nos mostra, mas diferente no sentido de mágico. A vida no espelho seria mágica. Diferentemente também do que nosso reflexo lá pode parecer - ego inflado, egoísmo e alto índice de amor próprio - a sintonia das coisas seria colorida, tudo seria leve e voaria, como nos comerciais da Coca-Cola.

Os prédios dançariam ao som de flautistas, o mar teria ondas redondas, a chuva seria quente, o sol seria eterno e não haveria noite. A noite não existiria porque não sentiríamos sono, não cansaríamos, e a escuridão que ela nos proporcionaria não se encaixaria no contexto colorido do novo mundo.

Ninguém trabalharia, todos estudariam, e não me pergunte como seria a economia, a bolsa de valores e o tipo de governo, porque isso não existe aqui. Pelo menos até onde posso imaginar.

Infelizmente minhas tentativas de atravessá-lo em vida normal foram catastróficas: Alguns espelhos quebrados. Seis, para ser mais exata. (claro que eu não tinha em mente passar meu corpo para o outro lado... Eu queria apenas passar minha maquiagem... Mas alguma força do além - ou minha concentração extrema na hora de passar o lápis no olho - fazia com que o espelho caísse)

A minha imagem de vida no espelho pode pular um pouco os contextos burocráticos e parlamentares da vida socio-econômica que temos - se é que tudo isso faz sentido - e imergir na ilusão protoplasmática verde-água que infestaria o mundo, mas é o que vejo além de minha cara mórbida pela manhã, ao levantar-me e olhar-me no espelho, questionando a integridade das regras que me prendem a realidade.

E viva os comercias da Coca-Cola.



Luciana Pontes

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O que aconteceu comigo.

Sexta-feira passada, bela sexta, diga-se de passagem, eu saí da escola, como de costume, e fui para Novo Hamburgo.
Chegando lá, acompanhada de minha generosa mãe, sentei-me para colocar meu patins. Iniciei meu treino, tudo normal, tudo na mesma. Aquecimento, saltos pequenos e logo, saltos mais difíceis, ok. Passei a treinar minha sequência competitiva (até então) e acertei algumas.
Sempre insatisfeita, pus-me a dar maior força de impulso, sabe-se lá Deus porquê. Até que caí. Fiz um pequeno corte na mão, causado por uma pedra que estava na pista. O corte foi simples, mas sangrou e doeu, como qualquer batida. Fui ao banheiro limpá-lo e segui meu treino. Ao voltar para a quadra e repetir minha sequência, caí de novo, só que, desta vez, ao invés de proteger a queda com a mão, coloquei o cotovelo. Foi uma batida maior do que eu esperava, e no instante seguinte formou-se uma bola no meu braço. "Oh, meu Deus, quebrei!", pensei, mas depois percebi que a dor era suportável demais para ter sido de fratura. Meu bondoso técnico deu-me gelo e eu fiquei sentada ao lado da entrada da pista, congelando meu novo inchaço. Passados trinta minutos, levantei-me, e aí, galerinha, é que senti o que realmente havia acontecido.
Flash back: Ao cair de cotovelo, meu corpo ficou jogado de lado no chão, e meu pescoço bateu com força total no ombro, com direito a ida e volta de batida (como um vai e vem).
Senti dor nas costas, de cima a baixo, mas conseguia me mexer.
Voltei imediatamente para casa (é claro, pegando o ônibos de volta à Porto Alegre) e arrumei-me para dormir. No dia seguinte, sábado, tive a primeira físio-terapia. Segunda e terça completei minha trajetória físio-terapêutica, mas a dor não havia diminuído, e sim, tornada-se constante. Doía a cada segundo, com ou sem movimento do corpo.
Fui ao médico.
Após um raio X, ele constatou que eu estava com uma contratura grave no pescoço, pois o músculo trapézio, que vai da nuca até o meio das costas, estava completamente contraído em função da queda. Meus ossos do pescoço, ao invés de manterem sua formação curvada normal estão retos.
Resultado: 5 dias de medicação (se acabar, então, a dor) e 'pescoceira', que é como eu chamo a 'tala' envolta do pescoço.
E agora?
Adeus campeonato...


Luciana Pontes

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Bobagem

Abaixo você lê um momento meu de insanidade total.
É importante observar que o texto abaixo foi escrito para parecer ruim e idiota mesmo.


Eu vou lá comer
porque não há mais nada que eu possa fazer hoje de noite.
então eu vou lá comer
porque a vida não me dá outra escolha.

meu jantar está na mesa
minha sopa é surpresa
meu frango endureceu
eu vou lá comer porque nada me resta
é o fim da festa
é começo do que não aconteceu.


Luciana Pontes

A amiga

Eu tenho uma amiga insuportável. Tudo que deixamos pra ela fazer dá errado, ela demora para entregar a parte dela dos trabalhos em grupo, ela não sabe a hora de parar de brincar, ela é atrapalhada, paga mico e machuca as pessoas (eu) com suas unhas pequenas e cortantes. Ela ri alto demais, agudo demais, fala bobagem demais, fica utilizando do seu cacoete tremelicante para sacudir minha mesa a manhã toda e copia e cola seus parágrafos da internet. Ela não me ouve, não me ajuda, me irrita todo o dia, me cansa, me pede ajuda e não entende nada, me deixa LOUCA!
Ela pede vídeos, fotos, sons e coisas de 4 mil anos atrás pelo msn enquanto eu estou ocupada.
Ela começa a cantar no microfone enquanto eu estou ocupada.
O msn dela sempre dá errado, os vídeos que ela faz sempre estão errados, a parte dela dos trabalhos sempre está errada.
Ela nunca sai conosco, ela nunca tem tempo, nem dinheiro, nem vontade.
Ela nunca cumpre o que promete, ela sonha alto e não faz nada para realizar.
Ela não dá ideia, ela não ajuda, ela é uma pedra em minha vida!

Mas não sei como não consigo me separar dela.


Luciana Pontes

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Vontade de ano novo

Hoje de tarde queria comemorar o ano novo.
Uma súbita vontade de ver os outros bebendo champagne e filar um golinhos (porque sou menor de idade) e olhar de longe os fogos de artifício queimando no céu caiu sobre mim, enquanto empurrava meu patins na pista.
Mas seria aquele ano novo sem preocupações.
Porque, durante toda a comemoração para o ano que se inicia, eu penso, e penso muito, sobre a escola, minha vida, minha velhice que só tende a aumentar, a patinação, e todas as outras coisas que eu desejo mudar/melhorar.
Seria uma ano para brindar. Numa casa de praia, roupas brancas leves e soltas, pele queimadinha, cabelo com maresia. Ao lado de pessoas legais, que contem coisas engraçadas, que passem alegria. Com amigas, que sonho, com namorado...

Bom, apenas hoje de tarde eu queria comemorar um ano novo.
Só comemorar, sem pensar realmente no ano NOVO e todas as descrições que o 'novo' pode levar consigo.


Luciana Pontes

domingo, 15 de novembro de 2009

What is a youth

Uma brisa inspiradora, a que eleva a mente e suporta a alma. Uma luz que dá a vida, que ilumina e comove. Ai desta energia que me consome. Energia boa, vivaz. Pensamentos eloquentes abrem alas às ações. Num envolto vento, num voar solitário e encharcado, à beirada do monte, à princípio do fim dos tempos, mas longe do drama e longe da morte, longe do ruim... Perante a luta.
A salvação em plena batalha... Nada divino, nada distante: Apenas o infinito humano, à sombra do finito tempo em que vivemos. São forças que me tomam, que me domam, que me levam além de mim e além do que posso imaginar, mas imagino. É tudo que não é e que não pode ser. É fora das leis, das leis erradas; é o sopro do Mestre. Há planos e há forças, e há uma força suprema que libera o caminho. Pode ser minha e pode ser sua, pode ser uma força que não vemos. Mas há, e sei que há, e haverei de segui-la!
E não hão de me ver perder, não terão o prazer de me derrotar ou me ver caída e arruinada, pois sou o que me guia, sou a alegria, sou a força e vejo a força, vejo o que move a montanha.

Palavras perdidas, que não conseguem passar para vós o que me alimenta. É um estado composto, inenarrável e iniludível, impossível de descrever.


Luciana Pontes

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Antes que o sol nasça VIII

Antes que o sol nasça - Apenas um momento de loucura da garota que escreve.
(texto verídico)
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Hoje dormi com a cara na mesa. O olho apoiado no braço, as costas tortas, os pés tortos, a mão segurando uma caneta tampada.
Acordei com dor no olho e visão nublada, com a maquiagem borrada e o rosto inchado, com dor nas costas, nos joelhos, nos calcanhares, no pescoço e nas coxas.
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Dancei até dormir na mesa, sonhei. Foi um daqueles sonhos perdidos, nem lembro, com muitos ruídos e imagens sem sentido. Parei de sonhar.
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Tinha um caderno ao meu lado.
Um caderno pequeno e antigo, mas não tão antigo, sem muitas páginas... Mas a caneta estava tampada.
Tinha também uma garrafa de vidro com água, água bem gelada, água de dançarino... mas ela também estava fechada.
Havia muitas mochilas, muitos casacos, e todos numa posição um bocado mais confortável que a minha, sentada numa cadeira de madeira. Velha, a cadeira.
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Colocaram-me para fora do recinto e eu continuei, meio dormindo. Guardei meus trapos e me fui.
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Fiquei em pé, insegura e em pé, à postos, com a mochila nas costas e o casaco sobre os ombros. Frio. Mas as pessoas que me cercavam não sentiam nada.
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Perdi minha caneta.
Mas fiquei com a tampa.


Moral da história: Sempre abra sua garrafa de água antes de tentar bebê-la.


Anteriores:
Antes que o sol nasça VII
Antes que o sol nasça VI
Antes que o sol nasça V
Antes que o sol nasça IV
Antes que o sol nasça III
Antes que o sol nasça II
Antes que o sol nasça I



Luciana Pontes

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Antes que o sol nasça VII

Antes que o sol nasça - Apenas um momento de loucura da garota que escreve.
(texto verídico)


Estudo Filosófico Analítico, Absoluto e Cosmológico Sobre Comportamento Humano e Epistemologia Ética.


"Eu descia as escadas, indo em direção à mesa, para sentar-me e comer o café da manhã. O pão, que sempre acompanhou, não me apeteceu muito, então fiquei só no café. Ah, o café, que inicia meu dia! Bem sentada na minha cadeira de sempre, estiquei o braço para pegá-lo
Calculando a distância entre os dedos, a fim de não tostá-los no calor do líquido, encostei a mão pela primeira vez na xícara. Ela estava morna. Nem quente, nem fria. Morna. [A pronúncia da palavra já mostra sedentarismo; morna, um som flácido que cai e num pluft se espalha pelo solo todo, jogando banha para todos os lados e grudando para sempre no chão] Mesmo incrédula, experimentei. O café descia pela minha garganta quando notei o que havia feito. O líquido era tão morno quanto a xícara o segurava.
Pensei em diversas coisas. Jogar tudo fora, aquecer, esquecer, comer só um pão. Mas não, entrei em completo choque e nada mais fiz. Eu só conseguia beber e beber, como se só me restasse isso na vida.
Foi então que tomei a maior decisão de todas, me levantei. Peguei, num impulso, a xícara e a toquei dentro do micro-ondas, o exorcista. 30 segundos de tensão. O piii, pii, anunciou minha vitória. Regatei-a de dentro do micro e senti-a em seguida. Estava pelando. Era tudo um jogo de opostos... Eu aceitei o desafio. Rapidamente voltei à mesa e coloquei-a em seu ponto estratégico para observação. Em um primeiro momento tudo certo, bebi. Estava horrível, quente demais e sem gosto, morto. Matei o café. [Uma letra separa o meio-termo horroroso do fim trágico. Tanto morno quanto morto não servem para café, servem para um chá e talvez uns pedacinhos de bacon cru]"

Agora, meus amigos, eu conto a vocês o porquê de tudo isso. Releia o texto de uma maneira mais conotativa. Sinta a profundidade das letras que se seguem, a sonoridade das sílabas, você consegue?

Meu caros, a vida é um café. As pessoas podem ser comparadas ao café que tomei esta manhã. Aí está um raro e belíssimo exemplo de auto-conhecimento, psicologia e, principalmente, filosofia. Ficou claro que eu não gosto de pessoas lentas, que empurram tudo e deixam para depois.
Outro ponto, magnificamente exemplificado acima é o fato de tentar mudar as coisas. Vocês conseguiram perceber? Tentei mudar o destino pesaroso da minha humilde bebida. Tal foi minha surpresa quando, por uma lástima indecifrável, matei-o! Estraguei meu cafezinho com leite, mas levei uma lição para a vida toda.

Carpe Diem.


Luciana Pontes

domingo, 18 de outubro de 2009

Por motivos de segurança, minhas principais poesias serão retiradas do blog e salvas em arquivos aqui no meu computador para talvez, um dia, voltarem a rodar por aí (com o meu nome).
Atenciosamente,

Luciana Pontes


Upload: Foram retiradas 5 poesias consideradas boas, escolhidas entre algumas minhas, as demais eu deixei no blog.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Olimpíada no Brasil

Mal a notícia foi dada e já ouvi muitas pessoas falando que não dará certo. Uns dizem que só o Rio de Janeiro será beneficiado, outros dizem que o Brasil não tem capacidade, outros nem sabem de nada, muito menos o que representa uma Olimpíada. Para quem não sabe, não que eu seja mestre no assunto, o Olimpo é o "reino dos deuses", em suma, receber uma medalha de campeão Olímpico ou apenas chegar a uma competição dessa grandiosidade iguala você aos deuses da Grécia. Soberbo, não? Pois eu acho que a maioria das pessoas esqueceu disso. Receber a Olimpíada em casa é uma grande honra. É, e sempre será, a maior competição do Universo.

Bom, pulando, então, a parte histórica e antiga por trás disso, vamos à cinco fatos deliciosamente significativos e maravilhosamente belos que deveriam levar os brasileiros ao delírio logo depois da escolha do país:

1) É a hora do Brasil. Eu, diferentemente de muitas pessoas, concordo com o Presidente da nossa República: É o momento do Brasil. 'Nunca antes neste país' tínhamos chegado tão longe, nunca tínhamos conquistado tanto respeito e (falando agora de esportistas) nunca nossos atletas tinham conquistado tantos títulos.
2) Muitas reformas e melhoramentos. Principalmente no Rio de Janeiro, mas isso não significa que apenas lá! Tenho de lembrá-los que a Olimpíada, meus caros, é no Brasil?
3) Novas áreas esportivas. Para atletas como eu (:D), esta é a melhor parte. Toda uma nova cobertura para atletas. Porque, se ninguém se tocou ainda, a coisa é precária, ainda mais para esportes amadores como o meu.
4) Incentivo ao esporte. Olimpíada perto é sinônimo de treinamento (e esporte, galera, é salvação). Tenho quase certeza que haverá um aumento no número de atletas e um melhor preparamento para competições.
5) Turismo! Vamos voltar ou conhecer o Rio de Janeiro yeaah! e ainda com um grande crescimento nesta área.

Well, por enquanto é isso que tenho para dizer. Quem souber de mais coisas sobre a Olimpíada pode me falar, estarei esperando.


Luciana Pontes

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O que você irá lembrar? - Internet -

Quando, daqui há uns dez anos ou vinte anos, você estiver curtindo um feriado sozinho ou acompanhado, sentado em uma cadeira à beira do mar, ou talvez no assento de um avião (viajando para o Texas, não sei por quê), o que passará pela sua cabeça?

Chutando uma previsão do futuro, digo que não será na conversa econômica que você teve com o dieguinho_mlkpiranha_171@nãoseioque, nem será aquele BabAdO que a Maria Chiquita contou-lhe virtualmente nos idos de dois mil e tantos, e muito menos nas horas que você passou navegando a deriva no seu facebook/orkut/msn/twitter/ego/odiaboaquatro. Pode ser que se lembre de boas risadas dadas em frente ao pc, de uma boa conversa com velhos ou novos amigos e das grandes postagens do seu blog, enfim, coisas passageiras, mas que não foram em vão.

Você deve estar pensando, "olha quem falando", mas não é bem assim. Procuro passar o tempo somente necessário atualizando meu blog e meus e-mails, protegendo o computador dos insuportáveis vírus e trojans, fazendo pesquisar e, sim, por mais incrível que isso possa parecer, estudando.

Se você for dos navegadores atentos, verá que houve uma baixa na euforia do orkut e de outros sites basicões. Acho que todos nós deveríamos aproveitar essa baixa. Sair um pouco, sabe, e deixar um horário reservado para nossa utilização e atualização tecnológica na frente do seu (provável) Windows.

Não vou-me expandir muito, até porque este assunto é batido e eu não sou um grande exemplo de salvação. Mas, se você não estiver doente e estiver animado, faça outras coisas... Não precisa nem sair de casa. Quem sabe tocar aquela velharia chamada cd, ou ler aquela papelada chamada livro, ou (hahahaha - gargalhada fatal) gastar dinheiro à-toa ouvindo vozes através do telefone residencial.

Sua vida está monótona?
Não é anunciando isso no Twitter que ela irá mudar.
A internet distancia as pessoas. É só abrir os olhos e você verá. Cadê aquele tempo com o cachorro? Aquela palavrinha semanal com a sua vó? Aquele almoço/jantar em família? E seu seriado visto por tv convencional? A vida, meus caros, nos foi dada para dela ser feita alguma coisa...

Agora tenho que ir, está na minha hora de tomar um explêndido café da tarde com a minha humilde família.
Vejo vocês no meu horário marcado de sempre, à noite.



Luciana Pontes

Desabafo sobre a decadência da vida humana na Terra.

Sua vida será fabulosa se você olhar para fora da sua janela e ver que há muito mais além dos 140 caracteres do Twitter.


Luciana Pontes

domingo, 27 de setembro de 2009

Homem-luar

I

Jazia lá a Lua
Meio morta e meio nua
Sombria ao fim da noite.

Havia quem lá morava
Na Lua que amava,
E via a Terra no sonoite.

Era um pobre sozinho
Que fez da Lua o seu ninho,
E fugia da Terra, do açoite.

II

Vivia em paz, distante
Tinha sonho de amante,
Tinha pele estrelada.

Meio astro, meio humano
Uma mente de cigano,
Só, na sua Lua amada

Na Terra deiraxa um caminho,
Meio junto, meio sozinho,
Mas sem boa estrada...

III

Achou na Lua o seu sonho
Agora vivia risonho,
Mas de coração apertado.

Toda a solidão do infinito
Mostravam-no quão bonito
Era seu mundo encantado.

Agora, vivo e estonteante
Ele era um cometa errante,
Que espalhava o azulado.

O homem vivo na Lua
Voltava à vida crua,
E levava consigo um brilho estrelado.


Luciana Pontes

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Antes que o sol nasça VI

Antes que o sol nasça - Apenas um momento de loucura da garota que escreve.
(texto maluco)


Conto do Pastel


Peguei de cima da bancada um pastel velho e murcho e o comi. O gosto era simples, azar...Uma mostardinha melhoraria as coisas. Mas não havia mostarda, assim como não havia catchup nem qualquer outro condimento. Eu passava por uma fase difícil, pouca grana, carnês, empréstimos e outras dívidas que privavam alguns dos meus requintes. Eu teria que me acostumar com os problemas da vida. A falta de mostarda na minha casa era um, e dos grandes.

Meu pastel estava pela metade. Minha saliva havia cumprido seu trabalho até umas mordidas atrás, mas meu corpo sentia falta de algo mais picante. A imagem de uma mostarda flutuava pela minha mente, meu organismo gritava por sabores e minhas costas coçavam, eu suava, minhas mãos ardiam...

Eu encarava o pastel como um inimigo. Ele queria guerra, então teria. Era uma questão de honra vencer a secura dele e digeri-lo, mesmo com desgosto. Um guerreiro não pode-se mostrar fraco. Eu o mordia e ele gritava, "tempero, tempero", mas eu o calava com mais uma dentada. E ele era dos grandes, dos fortes, acho que era um dos líderes da pastelada...

Mas, como já era de se esperar, minha boca começou a amolecer. Meus dentes não fechavam em torno do resto de pastel e minha língua havia caído. Eu teria que mudar de estratégia. Meu cachorro me olhava, ele sabia que o momento era de tensão. Eu olhava para os lados, procurando por ideias e ajuda. Não conseguia dar nenhum passo, tinha sido tomado por uma paralisia instantânea. Mas ele havia de ceder...

O relógio tictaqueava na parede do lado, eu sentia a cozinha me comprimir e o chão ferver, mas eu continuava na luta. Faltavam duas mordidas. Eu tentava ficar longe da luxúria da mostarda, mas o pecado me consumia. Eu encostei meus dentes na casca mole que me sobrara e fechei meus olhos, "só mais essa".

Dei a mordida. Agora só faltava uma. Eu já me sentia a Eva tendo que dentar a maçã da árvore proibida, eu me sentia como Julieta ao ver seu Romeu morrer aos seus pés, eu já me perguntava o porquê d'eu ainda estar vivo... Minha vida se resumia a comer mostarda, só podia ser isso.

De repente, enchi-me de coragem. Eu tinha um caminho trilhado a minha frente, nada podia me deter. Meu pastel murcho me dava náuseas, mas havia um ideal no qual acreditar: a salvação pela mostarda, mesmo sem ela. Num gesto ousado, levei o último pedaço a boca. Não mordi, não era hora de sacanear o inimigo. Respirei o ar que me faltava e engoli. O pedaço trancou na minha garganta.

Um segundo depois eu estava jogado ao chão, chacoalhando-me em busca de ar! O maldito pedaço tentava me matar, preso no meio da minha goela. Meu cachorro me olhava e lambia sua região pudenta, "imprestável!". Minha visão estava ficando nublada, meu pulmão se comprimia, meu corpo parava... Meu coração...

Perdi a batalha. O pastel sem gosto perdeu também, mas me levou junto consigo. A mostarda, que sempre mostrou cumplicidade e sempre foi meu único caminho, me abandonou, enfim. Meu motivo existêncial me traiu!

De que, então, valeu todo o trabalho da minha vida?


Reflita.




Luciana Pontes

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cai o pano

Encerra-se a peça, apaga-se a luz num fechar vagaroso e cai o pano.

E por detrás das cortinas, os jovens atores caem também ao chão. Suas falas decoradas já voam pela plateia que corre porta afora, jogando uns aplausos. Cansados e deitados no piso, eles que deram sua vida à arte olham para o teto. Já confundem quem é o que... Já são personagens que encenaram.
Incrustaram a dramaturgia tão fortemente que agora embaralham pensamentos com roteiros. São loucos expostos, são almas penadas, são artistas. Os elementares espectadores, ora entediados, nada entendem e partem à procura do fácil. Outra peça, outra história, outras cenas perdidas.
Os atores, que o diretor os tenha, pingam esperança pelos poros. Esperança, esta velha, que ronda e assombra os palcos esquecidos. Humanizam a fantasia e ironizam a vida, gênios apagados. E por detrás do pano que caiu, os deitados se acalmam. Muito esforço terá de ser feito para erguerem-se, terão de permanecer no chão. No chão que os salvou, no parquet que os juntou e em cima do muro que os acolheu. A espera pela vida já faz sentido.
Jogados aos canhões de luz, aplaudidos pela última alma que os rodeia, os muitos guerreiros dramaturgos se olham: Talvez a vida seja mais que um palco.
Um que sai pela porta dos fundos, corre. Corre a toa, pois o seu mundo resume-se ao teatro. Encontra a verdade da rua e volta, há mais aventuras enquanto encena. Vê o seu mundo encantado, idealizado na troca de figurino, perdido em meio a pessoas cabisbaixas. Não capta o olhar do curioso, mas que falta faz este curioso, que morreu tempos atrás. O homem humano extinto, aquele que procurava em si certa arte e não tinha medo de a sentir. O jovem ator, o boêmio, volta a sua posição original: "Se é no chão que o encontraste, é no chão que o verás no final!".
O pó que os abençoa, agora explode em seus olhos fazendo lágrimas escorrerem. Trancafiam a porta e deixam todos ali dentro, como se através da cortina nada existisse. E nada existe, enfim. Os pobres apagam sua própria existência depois de tanto sentir o mundo como ele realmente é. E quando acabam por entender a porta fechada, libertam-se das correntes que os prendiam à realidade, alçam voo e sequer lembram-se da vida que aqui opuseram. Jazem mortos na Terra, mas vivos no espaço.


Luciana Pontes

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Decepção...pela terceira vez.

Eu não esperava que vocês entendesse. Só esperava que vocês acreditassem.

Vocês não sentiram os socos, os tapas e o medo. Não sentiram sequer o gosto do sangue na boca. Não viram uma pessoa aparentemente normal se transformar num monstro, seu coração explodir de raiva...E não sentiram...Não sentiram a dor do ferro nos ombros. Vocês não têm ideia da culpa que se pode sentir por ver uma pessoa mal por sua causa. Vocês nunca foram seguidos por três anos...Nunca escutaram ameaças. nunca tiveram que se reprimir e esconder toda criatividade do mundo! Não, não puderam sentir isso, por que são um bando de merda! Vocês não vêem uma pessoa só em todos os vultos nas ruas. MEDÍOCRES.

Sinto em informar que eu não sou como vocês, com suas ideias medíocres, críticas nada construtíveis. ME DESCULPEM POR NÃO SER TÃO CERTA O QUANTO PENSAVAM!

Eu não esperava que vocês entendessem. Só achava que o fato de eu dizer que é verdade fosse o bastante: primeiro porque vocês sempre acreditaram e apostaram suas fichas em mime segundo por que é essa a única prova que eu tenho. NUNCA dei motivo algum para que duvidassem de mim...E o que eu não entendo é porque vocês esperam que eu saiba o motivo dessas coisas, de tudo isso, que eu tenha a explicação perfeita para tudo.

eu só esperava que vocês acreditassem. É o mínimo e o máximo que poderiam fazer por mim. (MERDA).

(resumo: vão tudo se foder, amigos de merda).

Nathalie Netto.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Música

Arrepiei-me ao som daquelas notas musicais: Elas deslizavam pelo meu corpo como a água da chuva que outrora me molhara. Havia na suavidade da voz do cantor a calmaria que eu merecia. Havia o erro e o acerto entre as sílabas e o ritmo musical. Havia a simplicidade que me faltava...

Deixei cair da caixa de som as letras que compunham a canção. Falavam de amor ou algo parecido, não infinitos, mas momentaneamente eternizados. Àquela música escrevi um poema. E o poema guardei, para dias mais felizes.

Então, quando o canto do homem cedeu, a suavidade da sua voz riscou meus tímpanos e o ritmo perdeu seu compasso, eu desapareci. Aquelas notas que antes me acalmavam, levaram consigo a minha essência. E aos desejados dias de alegria, que uma vez fizeram-me sonhar, deixei minha marca simplória de adoração: Um pedaço de papel manchado, com meu poema grafado e minhas histórias no chão.


Luciana Pontes

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clima

Quando aquele vento vivo bate no seu rosto, você não sente o mundo girar? Quando o caminho a seguir te mostra uma saída, você não corre? Quando sente que agora é vida, você não para para pensar?
É...
Quando a tudo se tornar apenas simplicidade, nada mais será contestado: Nem o medo e nem a dor; nem o perfume apagado da rosa; nem a velocidade do vento que embaralha os cabelos; nem a serenidade de uma face honrosa;
Nem mesmo o tempo que a vida leva para se tornar maravilhosa...



Luciana Pontes

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

De repente o horizonte plano é uma linha quebrada.
De repente o sonho bronzeado é uma névoa pálida.
De repente a vida, antes amarga, decide trincar seu rumo e mudar meu caminho...


Luciana Pontes

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Abra-os

Não feches teus olhos. Não, o dia está claro, está começando. Mantém-te fora do sono, do pesado sono, que tenta te levar toda hora. Não te entregues ao mundo desconhecido. Fica e vê o vento balançar as árvores. Levanta-te da cama, do sofá da sala, sinta o perfume de novos ares. Não, não feches os olhos. O dia é uma bênção, uma sublime criação. Olha com gosto a claridade que te cerca. Sinta o calor do solo, a brisa que o suaviza, o horizonte ligeiro e distante... Olha com teus olhos e não os feche. Há muito que ver, há muito que contar e não é tempo de encerrar a luz que te acompanha. Mantém-nos abertos, muito há para te encantar. Agora, acorda e vai-te ir mais além daqui, há quem te espera do outro lado. Vamos, menina, está na tua hora de continuar a viver.


Luciana Pontes

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O mistério da Velha

Talvez uma nova e curta série do Abra Sua Mente.



Meus olhos cansados, ardidos... Talvez aquela noite mal dormida tenha deixado-me um bocado desgraçado. Belo eu já não sou, mas tenho meus charmes: Meus óculos roídos na ponta (meu rato, ou melhor, meu não, do barbeiro do andar de baixo), minha forma física magricela e meu cheiro de cigarro. Não, eu não fumo. Quem fuma é a prostituta ali da esquina, mulher que conquisto algumas noites por mês, quando sobra uns trocados. E ela nem é de se jogar fora, embora tenha lá seus sessenta anos.

Voltando à noite em claro, velha amiga, não consigo decifrar, entre meus flashes esfumaçados de memória, onde é que eu estava quando tudo começou. A primeira coisa que me lembro é de ter saído com uns tais novos amigos. Depois acordei jogado nos fundos de uma boate gay, escutando um gordo gritando que eu não poderia dançar no lugar dos bailarinos. Logo, fui agarrado pelo braço pelo meu novo amigo, que levantou-me da sarjeta e levou-me até seu apartamento. Lá não enxerguei nada muito bem, mas lembro-me de sentar-me na cadeira e ouvir ele ao telefone. Era tarde demais para uma ligação dessas, mas parecia que ele falava com uma velha. Seus sussuros ao fone diziam mais ou menos isso: "Ei, to com o escolhido. Ele já se mostrou melhor que o anterior: Passou na primeira prova... É, velha, ele é meio idiota sim... Não, não, ele não deu... Está podre. Falou!".

Quem quer que seja esse escolhido, eu não sabia seu nome. Se o cara falou mais alguma coisa com a velha, eu já não estava ouvindo, porque caí da cadeira e desmaiei... De sono!

Agora cá estou, em casa, não sei como, mas imagino que meu caro amigo tenha me trazido de volta. Grande homem! Bêbado aquele dia, acabei achando que tinha perdido meu orgulho, mas creio que tenha sido respeitado até esse ponto. Minhas lembranças, cada vez menores, só me levam a entender que algo muito misterioso e plumoso aconteceu naquela noite vadia... Não apenas minhas memórias dizem-me isso, mas também um guardanapo com o nome de uma tal de Madame Ricardinha e seu número em baixo, seguido de um estranho chicotinho desenhado no canto; E um bilhete assinado com letra de forma, onde lia-se "Depois de amanhã, armazém do Seu José", seguido de uma assinatura falsificada de Arnold Schwarzenegger. Onde quer que eu esteja metido, não é boa coisa. Ninguém em sã consciência usa um pseudômino tão difícil de escrever e marca um encontro no boteco mais fulero da rua. Acho que eu estou encrencado.


[Continua?]



Luciana Pontes

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um Ok por aí

Ok.
Aí esta o mundo em duas letras. Ok. Tão simples e desmascarado, pequeno, frágil, apenas Ok. O universo resumido, a conclusão de questionamentos, a resposta ou a pergunta. Ok: O mundo paralelo que nos corta, a imagem e a ação. Ok para afirmações, Ok para negações e impulsos. Ok para os acertos. O movimento do Planeta, a Via Láctea finita e o Sol. A Lua gelada e o fim dos tempos. Ok para o início. Tão humilde e em qualquer língua. Ok é fácil. Do amor à fúria, Ok para o aceitável. Intrigante e incrivelmente limpo. Ok para as diferenças.
As horas que passam, a velocidade da vida e o tic tac alheio. Então, a luz. Ok, o fim do túnel.
Simplifica a fala e expressa o infinito. Exclamado, intrigado, perguntado: Ok?
Enquanto todos perdem-se na resposta, jogam o tempo pela janela e criam histórias mirabolantes, eu apenas pergunto:
Está tudo Ok?
E que dane-se a resposta.
Dei Ok para a vida e para a morte. E um especial para o tempo. Ok para velhos e jovens. Joguei um Ok no ar.
Resolvi meu enigma e daí? Saí pulando com meu Ok do lado, minha sorte.
Aí esta todo o mundo em duas letras. Aí esta a solução e a intriga. Aí esta a realidade e também a ficção. Aí estão todas as pessoas e seus sentimentos. Enquanto todos perdem-se nas perguntas, jogam a janela pelo tempo e historiam criações mirabolantes, eu apenas respondo:
Eu estou Ok.


E você?


Luciana Pontes

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Não é o amor.

Enquanto eu derreto-me em pensamento, imaginando um breve futuro brilhante, meu coração (ou mente? Ou corpo?) palpita em dúvida. Minha vida rodeada de "E se...", eu correndo em volta do círculo vicioso da paixonite que, tão rápida e devastadoramente superficial, domina-me e desnorteia-me. É tão repentina que sinto tudo, sinto como se fosse realmente amor, e não apenas atração física momentânea. E eu tenho certeza que não passa disso.
Meus instintos, fracos aliados e facilmente dominados, embora um bocado adaptados à relações pseudo-amorosas, dizem-me, e certamente, que não há de ser nada além do que já imaginado. A mesma história de sempre, não comigo, mas com todos (ou apenas todas?). É aquela história que não é comentada em livros. Livros apelam para a paixão mútua, como se ela existisse e sobrevivesse tão facilmente quanto se é desejada. Que se danem livros e demais fantasias... Ainda que o interesse fosse maior, do meu lado então, eu não faria nada além do que já faço: Sentar e esperar. Porque funciona muito bem mexer-se e ir em busca do que se quer. A questão é: Eu quero?

Não há nada no meu caminho, estrada limpa de uma vez, sem um, nem dois, sem três ou quantos forem me atrapalhar. Não há nada além de minha escolha. Minha escolha que rodopia, que dança comigo e pisa no meu pé. Antes um mundo meu do que aquele dividido... Mas isso já faz tempo demais e não há o que comparar. Enquanto meu coração palpita ao mais leve "toque", minha mente congela... Então é isso? Eu mesma me confundo e me perco na minha auto-defesa... Então é só? Só, sei que estou, e sei que estou bem... Obrigada?

Enquanto meu coração, meu corpo, ou meu todo, melhor dizendo, vibram fora do seu ritmo, eu me entrego. E é só continuar que tudo dará certo. Mas nunca dá, porque a noite interrompe. Ou eu mesma talvez. Ou ele. Mas é passar as horas que cai-se no esquecimento: Onde está? Ele, eu sei. E eu?

Os questionamentos momentaneamente infinitos serão tão breves quanto o clima quente no inverno. E todos sabemos disso. Surpresa mesmo será se um dia eu acertar. Enquanto esse dia não chega, eu poupo-me do massacrante desgaste físico-psicológico em busca do meu Romeu acordado e deito-me debaixo da sombra mais fresca da árvore mais distante. Encantamentos à parte, eu me divirto. E escolho as regras do nosso jogo também.


Luciana Pontes

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O Maníaco da Pipoca

[História verídica]

Há uns anos atrás, um maluco rodeava minha rua. Seu percurso e suas ações eram sempre as mesmas: toda terça-feira de madrugada ele espalhava centenas de pipocas na frente de um Banco. Ninguém sabia quem era, onde se escondia e por que diabo fazia aquilo. Diziam que era macumba, drogas, safadeza e até mesmo um revoltado que se vingava da sociedade (é, não descartava-se a possibilidade dele ter tentado abrir uma conta ou fazer um empréstimo e não ter tido êxito). Sejam quais forem os motivos, toda manhã de terça-feira, enquanto eu ia para a escola (lá pelos meus ingênuos anos de ensino fundamental), eu passava pelas pipocas e me questionava. Era um processo árduo sair sem pisotear algumas dezenas e ninguém queria ser incriminado (e ridicularizado) ao ser visto seguido por uma trilha de pipoquinhas, sem sal.

Como naquela época eu já sentia um certo fascínio por detetives e espiões, resolvi me apossar do caso. O curioso é que ninguém comentava... Talvez porque soubessem quem era (algum pobre coitado com problemas), talvez porque o que acontecia era uma vergonha para o bairro que "hospedava" um dos maiores bancos do Brasil, ou talvez porque todas as pessoas da rua estavam envolvidas. Era algo a questionar. E eu comecei a me perguntar se apenas eu via aquilo: "Pode ser que seja uma ilusão minha, ou só as pessoas escolhidas podem ver, hmmm". Jogando fora minha hipótese de ser a escolhida para salvar o mundo do mau das pipocas, meu pai disse que também conseguia ver e achava curioso, assim como minha mãe. Tudo bem, a vida não é uma história em quadrinhos... E eu sabia que cedo ou tarde devia me dar conta disso.

Ainda parada no ponto zero e sem muitas alternativas, comecei a observar um pouco mais. Percebi que as pipocas continuavam na outra quadra, e davam de frente para uma casa estranha e abandonada. Da casa não podia se ver nada além de uma porta de vidro meio quebrada e uma escuridão lá dentro. Eu tinha acabado de achar o esconderijo secreto do criminoso.

E assim seguiram-se minhas manhãs: Toda terça eu tomava cuidado com os detalhes e tentava olhar o que acontecia dentro da casa. Uma vez avistei um homem lá dentro. Eu não sabia quem era, e nem era possível distinguir traços além da sua sombra. Provavelmente era o pipoqueiro. Perguntei-me novamente qual o motivo da bagunça e do desperdício de milho. Aquele caso era um quebra-cabeça desmontado e um bocado difícil de se resolver.

O tempo foi passando e até mesmo as terças-feiras se tornaram monótonas e pipoquentas. Havia terças repletas de pipocas, que faziam montes em frente ao Banco. Havia terças com poucas e míseras, e eu cogitava a hipótese de altos índices de inflação nos preços (muito entendida que eu era) ou um descaso do homem-milho.

Eu sinto dizer, mas este caso nunca foi resolvido. Meus instintos espiatórios não foram suficientes para desventar o mistério. A única coisa que sei, é que um belo dia (sim, uma terça-feira pela manhã) o homem da pipoca desapareceu e não deixou seu rastro. Nunca mais eu vi nada além de uma calçada suja. O Banrisul estava salvo, mas o pipoqueiro estava a solta. O grande mistério era se ele iria atacar outros bairros, outros bancos ou até mesmo se trocaria de arma (comida, no caso). Quem viveu lá por aqueles anos, sabe do que falo.

Desde então as ruas de Porto Alegre nunca mais foram as mesmas, primeiramente porque havia um louco à solta, capaz de devastar milharais e deixar algumas galinhas morrerem de fome... E também porque surgia uma nova salvação: Não havia o que temer, enquanto eu estivesse lá pronta para livrar a cidade de qualquer mistério.


Luciana Pontes

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu não quero passar toda a minha vida na frente desse computador! Eu não aguento mais. Pronto. Agora só temos amigos pela internet, só temos vida pela internet!
Vamos passar o resto dos nossos dias falando besteira pelo msn, colocando fotos ridículas no orkut e nos resumindo a 140 caracteres no twitter.
Mas eu não vou ser assim.
A única coisa que me segura nessa internet é blog.
Eu cansei de tudo isso.
Mas como não posso ir muito além do território da minha casa, vou sair da frente desta maldição e jogar video game. Não muda muito, mas não é o MEU vício. Pelo menos eu não tenho que falar falsamente com ninguém.


Luciana Pontes
Passei o dia todo procurando algo para escrever. Fui no google em busca de histórias interessantes, horripilantes, curiosidades, tanto faz. Acabei sem nada. Magoei-me um pouco porque o google só me fornecia a maldita Wikipédia, que não traz nada além de explicações teóricas resumidas e perfeitamente encaixáveis nos trabalhos escolares. E agora?
Agora eu já perdi mais um dia.
Não tem ninguém aqui e ninguém quer fazer nada.
Eu não tenho inspiração nem pra postar uma frase.
As férias vão acabar um dia (eu acho) e vamos voltar nossas vidinhas nomais.
Vamos todos crescer e nos separar.
Vamos morrer e deu.
Acabou.
Felizes?

Desculpa aí pessoal. Problemas.

Luciana Pontes

domingo, 9 de agosto de 2009

Kissing You

Não sei se alguma vez vocês já ouviram essa música, ou se já viram o filme que a acompanha (Romeu+Julieta)... Para mim, certamente, é a música mais triste de todos os tempos. Não somente porque cada batida do teclado vira uma palpitada do meu coração, mas também porque a letra é arrebatadora e incrivelmente interpretada. Se você, como eu, gosta de um pouco de tristeza nas suas músicas, dou a dica de baixar essa. Para você que está apaixonado (não como eu), ou que gosta um pouco a mais de alguém (como eu), sugiro que baixem a música e se lamentem ela. Sim, 'Kissing You' me lembra um cara. :|

Música: Kissing You
Intérprete: Desree
Do filme: Romeu+Julieta
Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Jt-NwAA3Wvo


Luciana Pontes

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Novas Marcações

Bom, pessoal, eu e a Nathalie estamos correndo atrás de diversos assuntos e procurando mil e um melhoramentos para o blog. Tudo porque nossas visitas tem aumentado assustadoramente (claro, para um blog simples como o nosso). Estamos fazendo média de 100 visitas por dia! E antes que digam 'Ah, mas é só ficar entrando e saindo hoho', já deixamos bem claro que entramos, no máximo, duas vezes ao dia no blog.
Falando em melhoramentos, aí vai mais um.
Com o simples objetivo de FACILITAR o acesso de todos, colocamos mais marcações (e então, divididos o blog por assuntos):

-Blogueirices-
Neste link estão todos os textos que tratam dos melhoramentos do blog (como este).

-Poesias-
Esta, na minha opinião, é uma das melhores partes do blog. Sim, aqui se encontram todos os textos em poesia e em poema. Com ou sem rimas, mas com tal estrutura.

-Relatos-
Nada mais, nada menos, do que textos que mostram o que passamos diariamente. Esta é a parte mais 'diário' do blog. Vai de sábados alegres até profundas decepções, tudo visto pelo nosso modo de enxergar as coisas.

-Textos-
Disparado o mais utilizado dos temas, aqui estão os grandiosos ou pequenos textos que já foram escritos no Blog. Todos abordando diversos assuntos.

-Tudo de Blog Capricho-
Momento em que passei escrevendo para a seção de Blogs da Revista.

E, por fim:

-Luciana Pontes-
Incluindo todos os temas acima, textos, poemas e relatos apenas meus.

-Nathalie Netto-
Tudo que a Nathalie já escreveu neste blog, incluindo suas poesias e realatos.

OBS: Em cada Postagem não há mais de duas marcações: Uma com o nome de quem escreveu, e outra sobre o tema. Ou seja, não há repetição de textos nas marcações (há não ser nos grupos 'LP' e 'Nathalie Netto', que agrupam todos de cada).

Espero que isso facilite a visitação dos textos mais antigos!
Obrigado pela atenção!


Luciana Pontes

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cachorro quente e outras vontades

Eu não sei mas, até que gostei do dia.
Gostei de ver as coisas dando certo. Isso às vezes é um bom motivo para nos fazer feliz (veio-me agora uma repentina vontade de comer cachorro quente. Deve ser um sinal de alegria...), já que nossa vida é repleta de tentativas para se chegar ao sucesso.
Gostei do que fiz e com quem falei. Sabe, isso me acalmou. Eu havia acabado de me indignar com certas coisas que li... Futulidades, enfim, que irritam as pessoas que já saíram desse círculo vicioso! E agora estou calma e alegrinha. E isso não tem nada a ver com amores, por mais incrível que pareça.
Já sinto que estas férias plus me cairão muito bem, afinal, as que tive até agora não deram muito certo...

Luciana Pontes

Mas que maravilha!

Certamente não exite nada melhor do que férias... E melhor ainda quando se sabe, em frente ao seu fim, que elas prorrogarão até dia 17 de agosto.
Sim, eu saí pulando e gritando por toda casa; É muita felicidade. Chorei, escorreram lágrimas dos meus olhos de tanta emoção. Sinta que, para uma menina cuja's aulas iam começar dia 3 ou 4, mais duas semanas de férias é mais do que felicidade... É o extremo da alegria.
Não sei ao certo se elas serão recompensadas em janeiro ou nos fins de semana, mas de que me adianta pensar nisso agora???
E o melhor ainda é sabe que, alguns dias depois do reinício das aulas, eu viajarei para um campeonato!!
Vamos comemorar pessoal :D


Luciana Pontes

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Antes que o sol nasça V

Antes que o sol nasça - Apenas um momento de loucura da garota que escreve.
(Leia em tom sombrio, lento e ritmado)

Homem do diamante

Suas ideias são pulsantes
São velozes, são errantes
Ele quer é acordar;
Do seu mundo tão perdido
Doce real, iludido
É brilhante seu olhar.

Sua cabeça está refeita
O oceano é à direita
Ele veleja sem um rumo;
Ao som do mar rouco
Só lhe resta mais um pouco
De ar para consumo.

Mente aberta, já é pura
É tão clara quanto escura
Um homem ao mar!
Ele nada ofeguante
Ao longe, o diamente
Que ele vem a procurar.

Nada forte e bravamente
Seu tesouro, novamente
Brilha a céu aberto;
Coragem, homem, a água é fria
Ao longe o sol logo se cria
E o fim está perto.

Ele alcança seu destino
Pobre homem, clandestino
Aguarrou-se à terra firme;
Seu veleiro, longe afunda
Ó meu Deus hoje é segunda
E não há o que fazer;
Seu tesouro não se encontra
Sua vida é do contra
Sua mulher se afagou;
A profecia foi quebrada
Foi tão longa sua jornada
E no fim, não acabou;

Logo acima do gramado
Da areia, do estado
Um bilhete lhe espera;
Ele chega perto de repente
E o lê descontente
"Você demorou, já era"

O que será de mim agora?
Pensa o pobre, nossa Senhora!
Mas que vida desgraçada;
Ele olha o mar distante
Seu horizonte, o diamente
Foi o fim de sua caçada.

Mas há um brilho que lhe chama
Ele é forte, ele o ama
Faz o homem o olhar;
É seu diamante querido
Ao lado de um sumido
Um antigo traidor;
Um homem da trapaça
Da vida, da desgraça
Da sede e da dor.

Aquele velho covarde
Morreu, antes tarde
E deixou seu tesouro;
O homem, antes iludido
Agora é tão querido
Pula alegre e sonhador;
Pobre homem não percebe
Que ao seu lado o que procede
É um belo de um horror.

O diamante quer sua vida
E entre seus dedos, escorrida
Está sua alma sem cor;
Um suspiro de medo
Acabou-se o segredo
Só sente-se dor.

O veleiro afundado
Um velho encapuzado
E a alma do caçador;
Tudo morto, está frio
O mar já é um rio
De sangue e de terror.
Acabou-se toda a história
Nebulosa minha memória
História de pescador...

Hoje o tesouro é sabido
Soterrado e perdido
E é melhor que fique assim:
Para um mar que é tão bonito
Longo e fundo, este mito
Já é velho para mim.

E antes de ir, não se esqueça
Clareie sua cabeça
Ou acabará como o condenado:
Obsecado pelo fogo
Amante do jogo
Esquecido e abandonado.






Luciana Pontes

Tchau pessoal

Maré baixa, tempos calmos. Nada como novos amigos e novas experiências para aliviar o que os velhos amigos nos fazem. Sim, aquilo me magoou mais que o esperado e isso até me surpreendeu. Mas é toda aquela coisa de acúmulo, sabe, anos de pequenos erros. Dizem que essas coisas acontecem, mas para mim é novidade.

Tchau.


Luciana Pontes

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lástima

Em tamanho desgoto pela vida, deixo pois só meu querido blog, enquanto lamento sozinha (e desta vez sozinha mesmo), o abandono múltiplo de amigos. Fiquem em paz em Porto Alegre, enquanto eu me congelo em Gramado. E também enquanto o gelo de Gramado afeta meus tendões, os seus danos serão piores. Creio eu que seus motivos não só por vós aceitos, portanto, hão de rasgar-se de tédio, enquanto eu patino no gelo. Só.


Luciana Pontes

segunda-feira, 20 de julho de 2009

:|

Por que você não escreve mais? Sabe, apesar de tudo, eu gostava do seu jeito sombrio e antiquado de relatar as coisas... Mas tudo bem. Que seja...


Luciana Pontes

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Amor de lua

Amor de lua

À sombra do mundo, em meio ao mais completo desapego, eu o encontrara. Tão leve e só, homem e só, e escondido do pânico daquela era perdida. Desfigurara a imagem do tempo, escuro e vazio, e abalara as estacas da dor, apenas pelo andar certeiro e centralizado... O homem. E não somente pelos frescos pensamentos pueris e pelas formas irreais do corpo, também a face de anjo purificara meu ar. Aquele anjo da noite, tão mau quanto eu e tão humano quanto o destruidor, havia alegrado meu mundo e me salvado de um futuro cruel.

Distante da natureza fria, ele que vivia só - pobre homem - acabou por apaixonar a menina que passava ao seu lado. E seu cheiro, perfume das flores já mortas, sussurrava ao pé do ouvido da moça que tentava colher a paz em vão. Sua loucura destemida de guerreiro sozinho e arrogante, (ora, era só a de um menino sem pais) impressionara a pobre que o ouvira andar. Homem, e que homem, de alma. E, em razão contrária àquela mente impura, (mas leve e tão humanizada quanto a nossa) ele era tomado pela beleza de deuses.

---

Em meio à turbulência, naquela voz encontrei o mais leve soar de sinos, provindos da igreja mais simples do mundo (admirável beleza natural). E naquele gosto, um leve toque doce - e que doce - tal qual mel não chegava aos pés. Ao mesmo tempo em que, naquele rosto com uma leve sombra de luxúria, meus olhos acabaram por se perder de mim. E naquela paixão simples e perdida, sempre um riso de dentes de lua.

---

Havia, então, surgido um amor que nos chegara aos tempos finais, que nos sugara as últimas forças e secara as últimas lágrimas agonizantes. Eu havia me perdido naquele rosto, a face das faces - a perfeição para mim - enquanto meu tempo passava (como num paralelo contrário ao dele). Meus cabelos caíam correndo à velhice, minha pele ficava amarelada e cansada; E, tal qual o mundo, eu estava menor a cada dia. O tempo acabava enquanto ele crescia cada dia mais jovem, sem futuro, porém. E, ao término de nosso tempo de amor infinito, havia-nos restado, contudo, uma maldição: Minha humilhante vida ao lado dele e para sempre, como se nosso tempo continuasse infinito.


Luciana Pontes
16/07/2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Um minuto comigo 2

"Espero que não se acanhem com a minha loucura"

me arrisquei aqui novamente,
Um minuto comigo e mais nada
Tá, cara, fala sério.
haushaushiaus
não.
Quem sabee néé... até da certo... Na vida mansa, assim... Sem grandes planos e grandes sonhos, e etc e tal.
Tchau
eu ainda tenho 5 segundos
deu

Por Luciana Pontes

Um Minuto comigo 1

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Foi um sucesso!


Gente, modéstia à parte agora, mas a nossa peça de teatro foi ótima!
Com muita dança, interpretação e até canto (sim, eu cantei na peça), fizemos, me permito falar, a melhor peça que o Rainha do Brasil já viu!
O Vídeo virá em breve,e todos poderão olhar várias vezes!
Ao todo fizemos 6 apresentações, sendo 2 delas meio "ensaio geral" e as outras pra valer... Hoje fizemos 4 só de manhã, estamos muito cansados, mas valeu a pena!!
Ali em cima, foto depois da 5ª apresentação...

Que venham mais peças!!!!


Luciana Pontes

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Um minuto comigo

Voo de sessenta segundos: Meus pensamento, sem cortes e sem censuras...

Rosas. Cor de mel e olhos.
Não, a minha sombra não me segue, ela foge de mim.
Eu tenho tantas coisas para fazer e tão pouco tempo, e nem este teclado me ajuda a digitar mais rápido. Roupas. Relógio, falta pouco.
Acabou.


Luciana Pontes

Michael, ever

Acabei de saber de uma terrível perda para todos:
Michael Jackson, ícone do Pop para sempre, morreu hoje há poucas horas atrás.
Eu, que nem vivi muito de seu auge, não consigo acreditar. Porque Michael sempre me inspirou, sabe, com suas músicas e suas danças inimagináveis. E não é a toa que ele será imortalizado. Michael moveu jovens e velhos, fez décadas, inovou a música. Ele é tão eterno quando suas canções mais famosas... É quase inacreditável que, aos 50 anos e muitos shows marcados, Michael tenha nos deixado. Dizem os jornais que ele sofreu uma parada cardíaca pelo meio dia de hoje, e que quando os médicos chegaram ele já não respirava.
Michael e todos os seus problemas... Posso dizer que hoje só me lembro de seus grandes sucessos e seu tempo de auge. Como suas músicas me emocionavam, me encorajavam e me davam vida. Michael que mudou a nossa vida, para sempre. A música nunca mais será a mesma.
É triste, mas é realidade. O maior astro de todos os tempos da música deixou milhões de fãs para trás.

Sentiremos muita falta.


Luciana Pontes

terça-feira, 23 de junho de 2009

Encantada

Não sei muito bem o que está acontecendo, mas eu acho que ando meio encantada.
Não sei se é com a vida, apenas, ou com várias pessoas. E pela primeira vez várias, talvez seja isto que me atordoa.
Um leque aberto. É, pode ser. Isto me encanta, muito mais do que antes, e com certeza de maneira muito melhor.
Não sei muito bem o que está acontecendo, mas eu ando meio alegre, ou triste, não posso definir. Talvez isso se chame equilíbrio. Talvez loucura. Talvez romantismo. Ou então tudo isso e mais um pouco.
Pode ser que amanhã eu acorde sem vontade. Mas há uma vontade, não sei qual. Não é tão arrebatadora, mas é forte, e como! E me guia. Não é rebelde nem medíocre. Acho que isso não tem nome...
É uma vontade que meu próprio pensamento desmente, é algo que me dá vida, que me dá energia. Que me ilude, que seja, eu nem penso nisso. Várias pessoas, ou coisas, ou vários caminhos na minha frente... Mas uma certeza que eu não posso denominar, não sei o que é, mas é forte.
Pode ser que isso se chame amor. Mas não tenho por quem amar. Então pode ser um dos subgrupos do amor, tão dividido e recortado. Mas não é por alguém. Eu diria que é por tudo, ou por mim. Talvez seja pelas pessoas a minha volta. Sabe, eu gosto delas.
Acho que é um acúmulo de bons acontecimentos. Ou de maus acontecimentos que são bem entendidos.
sei muito bem o que está acontecendo, mas eu acho que ando meio acordada.
Quem sabe meu mundo não é um extremo nem outro.
Não sei muito bem o que está acontecendo, mas eu acho que ano meio encantada. Pode ser com a vida mesmo, que grande dia!
Pode ser que hoje eu consiga terminar bem meu dia, sabendo que a resposta para tudo está na minha mão. E ainda, com a certeza de que não quero olhá-la.
De que adianta uma vida sem dúvida?
Meu encantamento, então, que não se mostre. Se esta for a única maneira de torná-lo eterno.


Luciana Pontes

Crítica e enrolação

Sabe que até uma certa vontade de estudar está aparecendo em mim... Estou me motivando pelo fato das férias estarem chegando e sei que elas serão bem melhores se forem vividas de cabeça leve. Não estou me preocupando muito com meu tempo, que agora realmente está escasso.
Eu simplesmente não desisto mais e, juro, nunca mais desistirei de nada.
Sei que estou me perdendo no assunto. Mas agora ele voltou a assombrar minha mente. A cada dia vejo mais pessoas que não fazem absolutamente NADA. E o pior é que não são nem velhos e cansados. São jovens e fortes, que deveriam estar se preparando para o mundão que vem aí pela frente. Não sei se o mundo é que me chama mais, ou só eu e algumas pessoas acordamos para a realidade. É preciso lutar, sabe, para ter um pouco de sucesso. E não é esperando que os outros façam alguma coisa por mim que garantirei meu espaço nesta Terra tão competitiva. Agora que a vida começa mesmo, onde até trabalhar eu já penso, não há mais tempo para enrolação e preguiça. Não dá mais para esperar as coisas acontecerem. E desde o início do ano eu já faço as coisas por mim. Tomo atitudes e, sinceramente, consigo o que quero.

Isso cansa, sim, mas cansa fisicamente a maioria da vezes. Mas não me falta vontade. Tenho muito o que realizar, e se realizo, que seja, até mesmo trabalhos em grupo pelos outros, eu não perco nada, muito pelo contrário, só tenho a ganhar.

Estou me enrolando toda.

Só sei que não suporto mais pessoas que não fazer N-A-D-A!

To indo, tchau.


Luciana Pontes

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Incerteza certa

Não sei muito bem o que quero da vida agora. A única coisa que sempre foi uma certeza, hoje já é incerta. Mas, esse meu estilo desnorteado não é aquele mesmo de antes, quando mais jovem. Eu sinto como se não houvesse mais tempo para planejar futuros grandiosos em certas áreas. No entanto, não me abalo nem um pouco com isso. É como se eu não estivesse mais imaginando um caminho (bem louco e sonhado) e sim, montando minha passagem (por sua vez, mais realista). Hoje, enfim, todo meu futuro balança, não acredito mais em tudo que criei. Mas, entenda, não é melancólico isso. É bom, é a melhor época que já tive. Não defino a minha vida em uma coisa, minha vida agora é tudo. Não me jogo mais de cabeça num determinado assunto, simplesmente eu jogo tudo para cima... Não sei se vai dar certo, depois que vivi me acostumei com uma vida mais puxada.

Não me defini bem em palavras, mas meus pensamentos são os mais concretos possíveis.
E o mais incrível é que sei que daqui há alguns meses, tomarei uma ideia diferente, virei aqui e escreverei uma nova teoria. Acho que adolescência é esse sobe e desce de decisões.

Independente do que está por vir, descobri que existem muitas coisas que eu ainda quero fazer enquanto jovem. Vamos, pela primeira vez, jogar algumas coisas para cima e ver o que acontece.
Quem está na chuva é para se molhar.


Luciana Pontes

domingo, 14 de junho de 2009

Fuck all

Agora vou ser bem mais prática e realista.
Cansei de ficar bancando a idiota. Nesta postagem eu nem imagino o que vou escrever, vou sair colocando muita coisa que está trancada. Mas, oooohhh, alguém não vai gostar? Grande porcaria também :D
Só gostaria de dizer que de hoje em diante as coisas irão acontecer do meu jeito. Estou falando das minhas coisas. Minhas vontades serão atendidas. Vou sair se quiser sair, vou ficar no msn se eu quiser ficar, vou namorar um milhão de caras diferentes ao mesmo tempo se eu quiser também. Se eu acordei a fim de arrumar toda a casa, não vou mais bloquear esta minha vontade e deixar para depois porque não tem isso ou aquilo, ou mamãe não tá em casa para ajudar. Vou continuar avisando meus pais das coisas que faço, quando convido alguém, quando vou sair, quando quero dinheiro e tals. Mas as coisas serão diferentes...
Ahh, outra coisa. Se as pessoas estão me enchendo o saco, eu vou simplesmente chegar para elas e delicadamente falar: Você está enchendo meu saco :) E não haverá restrições nem excessões contra isso.
Quanto aos deveres: Eu não irei libertar minha rebeldia a ponto de parar de estudar e fugir de casa.
Na escola, eu continuarei sendo uma ótima e comportada aluna, estudarei mais ainda neste trimestre, com tanto que minhas liberdades sejam respeitadas. E irei passar naquela porra de vestibular.
Na patinação, eu irei treinar, e ver no que dá. Ainda tenho uns pouco anos, e se quer saber, eu não acho que algum dia eu vá ser grande coisa, mas continuarei na luta, porque não tá morto quem peleia.
No teatro, eu gosto muito disso. Estou amando a peça que estamaos fazendo. Azar do resto. Se joga.

E eu vou curtir muito, porque eu sempre fui muito quieta e certinha. E eu vou viajar para Bariloche ano que vem, nem que meus pais tenham que pagar por cem anos a viagem, porque será o último ano com todas as amigas juntas.
Cara, minha vida é agora.
Enlouqueci de vez. E eu não quero ficar boiando o ano todo, e ver as coisas passarem sem nada acontecer comigo. Quero me jogar, caramba, estou louca pela vida!!! E o resto que se explodaaa!!!
E quem não gosta de mim, morraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Que as vacas velhas sejam bem felizes lá no buraco que elas moram, e parem de passar correndo na minha frente, como se eu tivesse uma doença contagiosa hahahaha... E que aquelas piriguetes do caralho lá na escola deem bastante pra todo mundo ;) E que o pessoal da minha família se ajeite porque eu não vou perder meu tempo brigando com todo mundo!!
É isso.
Tchau.


Upload: Não escreverei mais para nada que não gosto. Tchau revista :D


Luciana Pontes

quinta-feira, 11 de junho de 2009

To perdida

Mal sinto vontade de escrever. Me perdi de vez agora, meu valores mudaram, minha vida mudou, minha cabeça... Nem sei mais no que acreditar. Eu só queria um tempo. Um tempo, acho que bastante estaria bom. Umas férias, sozinha ou não, nem tenho mais escolha. Me perdi, de verdade, e não estou achando ruim. É a primeira vez que saio da linha. É bem divertido, acreditem.
E na verdade eu ando me importando muito com o que os outros acham. Quer saber, que se exploda. To louca, gente, não se importem comigo.
Mas que quero, sei lá, fazer um pouco de nada, vadiar por aí, ser livre, sabe?
Acabei de me acalmar, mas ainda não sei o que quero.

Vou sair, tchau.

Por Luciana Pontes.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Quem sou eu?

Gente, quem é que nunca ficou meia hora parada, e sem saber bem o que colocar, ao responder essa simples pergunta? Sim, eu estou tentando renovar o meu antiquado perfil, mas não consigo me definir o suficiente para colocar no orkut. Não sei o que fazer, me encontro numa silada, e não quero deixar aquele valioso espaço em branco.

Não sei se coloco uma frase pronta, ou algo que eu tenha criado, ou talvez alguma coisa engraçada, misteriosa... Eu queria algo assim: Engraçado e misterioso ao mesmo tempo. Impossível? Até agora parece... Nada me vem em mente, e já estou parada aqui faz um tempo.

Salvem-me!


 Luciana Pontes.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Antes que o sol nasça IV

Antes que o sol nasça  Texto pseudo-verídico.

E pode ser, então, que eu volte a ser como era antes, bem calma, leve, tão pura e sensível, quase que isolada do mundo, e meio tímida, admito. Cabisbaixa e descabelada, tanta inocência capaz de me matar, e risos, muitos risos, mas não de mim, nem comigo. São como dardos, e que dardos, tão certeiros quanto a luz (da lua?), me cortando o que resta de esperança. E pode ser, então, que eu volte a ser a pessoa menor do planeta, bem apagada, tão pequena e imperceptível, quase que fora do mundo, e meio maluca, admito.

E pode ser, então, que eu me torne uma deusa, bem nobre, sofisticada, tão alta e inigualável, completamente mais do que qualquer mundo, e meio egocêntrica, acho digno.
E antes que eu volte a ser meu próprio conto de fadas, viro a página. E jogo tudo fora, porque é velho e acabado, está rasgado, está nojento, asqueroso, intocável... Pode ser, então, que eu volte a ser a pior pessoa, talvez assim eu consiga chamar a atenção. E dos risos, velhos dardos, aqueles, bem me lembro do centro do alvo, estão quebrados, ora coitados, caíram no chão e eu pisei em cima, com gosto.

Então, pode ser que eu me transforme numa mortal, bem mortal, pecadora, indigna e desumana, quase que uma ameba, e meio ruiva, admito.
Meus todos sentidos falham.
Tardou e eu não mudei...
E pode ser que eu fique assim, bem maluca, louca, pirada e desvairada, quase que sã... E meio flácida, admito.


Luciana Pontes

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Nem terminei

Ele te olha bem nos olhos, pisca uma vez ou duas, não fala nada. Dá um sorrisinho de lado, daqueles tímidos e curiosos, e você sobe até as estrelas. Entrelaçando os dedos com os seus, baixa o olhar, se envergonha, ou quer se fazer de bonzinho, e você cai em todas as suas armadilhas. Sem cantar nada, sua melhor cantada será apenas chegar perto, testa com testa, testando sua consciência, enquanto fogos de artifício estouram dentro de você. Romântico, ele prefere usar gestos a usar palavras, e passa a mão no seu cabelo. E você gosta dele, e ele te gosta, e então o amor se concretiza, num beijo.



Luciana Pontes

terça-feira, 2 de junho de 2009

Bem inútil

Existem pessoas que me intrigam. São poucas, eu diria bem poucas, mas um número suficiente para mudar minha atenção na aula de Crisma. Na verdade, conto agora com duas. Ou uma e meia, não sei bem. E o mais engraçado é que são sempre pessoas meio intocáveis: Ou moram longe, ou perto demais. É difícil eu me sentir curiosa por alguém. Descobri, então, que não é impossível. Mas hoje não é dia de falar dos dois em geral, na verdade nem sei se irei me permitir falar de apenas um deles. Não tem nada a ver com qualquer relação conjugal, muito pelo contrário... É que esta pessoa me irrita, e me intriga, e eu nem sei porque eu ainda falo nela aqui. Pode ser que seja por uma dívida. Eu nem sei mais o que escrever, vou mudar de assunto. Mas não sei se quero que tudo "continue assim". Esquece.

Eu não sei mais o que eu escrevo. Eu bem que queria criar outro poema, mas não sei se devo. Não é bem questão de dever ou não, é mais porque tenho meu repente artístico. Cara, não falei nada com nada até agora.

Bom, acho que vou postar isso agora, já até perdi o fio da meada.

Por Luciana Pontes

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Em pleno hoje

É hoje, então, hoje
Que hei de rodar meu mundo
Que de braços abertos, assumo
Toda a alegria de sobreviver

Antes que só me chegue
Ora calor, ora sofrer
Hei de cantar aos céus meu sorriso

Amor, àqueles que faltam
E à mim, que mesmo preciso
Hei de louvar minha vida
Hei de antes, na ida
Salvar-me da própria tristeza

Venha comigo, não só
Pois sempre com minha certeza
Caio de cima e volto
Agarro com força e solto
E voo muito mais além

Sobre a minha vida
Escapo do fim e também
Sorrio ao ver-me forte
Declaro-me alguém de sorte
E sigo, pois nada para mim
É melhor que viver.


Luciana Pontes

terça-feira, 26 de maio de 2009

Falha

Ai que agonia que dá ficar olhando uma página que reflete nossas ideias em branco. Pois é quando a gente mais precisa daquela luz que ela demora para vir. Até vem, mas aos poucos, que é para nos torturar. Quando é por lazer, sem compromisso, a qualquer hora, a chama acende e ninguém nos segura. Preciso urgente de ideias, mas sinto que minha mente tá fritando de tanta preocupação... E dessa vez os motivos não são (tão) bestas. Tenho meus argumentos (falhos).

OPS: Surgiu uma ideia. Espero que termine bem hehhe.
Fui, vou elaborá-la.


Luciana Pontes

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Antes que o sol nasça III

 Texto fictício.

Andei por aí meio perdida, sem ponteiro no relógio, nem caminho na vida. Perdi todas as horas, e os minutos que vi já passaram, agora, passado, já se tornou meu canto. Pesados e malditos, meus dias de pecado e preguiça rolaram escada a baixo, comigo junto. Desci até o fundo e não me ergui, nem sequer quis, aceitei o meu fim. De baixo do fim do mundo, meu mundo, que seja, nem o ar me aceita, e me suga os pulmões. Mas então por que eu? Por sempre eu, e eu? Eu só penso em mim e eu só falo de mim e ninguém me ouve. Grito meu nome, como fosse Deus, mas ninguém nem sabe quem sou. Nem no buraco em que estou alguém fala comigo sobre mim. Me perdi e não deram falta.
E então quem gostava de mim? Não era verdade. Nem meu relógio me marcava as horas, nem meu pecado me satisfazia. Nem eu mesmo me aguentava mais, enfim. Por isso me deixei cair, como um saco de lixo qualquer. Restos mortais de mim mesma, numa sacola de plástico. Rasgada. Caí no chão e me pisaram. Juntaram como se fosse comida estragada. Eu, estragada, bem que desconfiava que acabaria assim. Meus bolsos, que já nem eram, romperam e caíram meus diamantes. Falsos. Ninguém ligou, eu suja, estragada, pedras semi-preciosas e um olhar caído. Eu era a sacola, ou os restos, ou meu próprio relógio, mas era alguma coisa que já não adiantava mais. Achei meus ponteiros no chão, ao meu lado. Marquei-me meia-noite, nem um dia, nem outro. Um meio do termo da vida, ou seja lá como se chama isso. Falei meu nome e ninguém escutou. Não vendi minhas semi-preciosas e desejei ter meus diamantes, e meus bolsos. Costurados. Rasguei meus restos de mim e me decompus, em mente, tanto faz. Nem doeu, a pele eu já nem sentia. Tão amarga a derrota, tão desagradável a queda, mentirosos meus ponteiros que marcaram um minuto do dia seguinte (já que nem existia mais dia). E todos que levantaram o olhar procurando por mim, descobriram que eu só havia sido um cisco no olho deles. Me tiraram.
Como já antes esperado, deixei-me apodrecer onde caí. Acabei sem diamantes, amantes, tempos e sacolas. Acabei como qualquer um que já tenha desistido.


Luciana Pontes

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Resumidamente, paixão

"Você nunca deixa de querer a pessoa que esteve apaixonado, só aprende a viver sem ela."

Li, não importa aonde, esta frase e me identifiquei com ela. O que ela diz é bem verdade: Dentro de nós ainda haverá uma fagulha de amor, saudade, sonho ou fraternidade sobre a pessoa antes querida. Não adiantará distância nem dor imensa. Se é paixão, é sonho extremo, enfim, eterno. Por mais que você admita não querer nem gostar mais do ex-amor, sua presença ainda é boa. Estar ao seu lado é bom. Como amigo, que seja, mas você nunca dispensará sua companhia. Ainda que sua entrada no msn, com a janelinha subindo, não lhe cause mais taquicardia, seu nickname será sempre curiosidade, seu oi será sempre respondido. Queremos enganar a quem? Negar para todo o sempre o amor reprimido? Envergonhar-se de nada ter dado certo? Às vezes os contos não têm fadas. Ou simplesmente as têm demais.

Enfim, em pouco tempo e sem menos esperar, outro cara aparece. Pode não ser tão eterno quanto antes, mas será breve e bom. Pode não ser tão forte quanto antes, mas será outro. Inevitavelmente, a paixão tornará-se amiga e o amor, verdadeiro. Antes uma vida leve do que uma guerra em busca de algo que nunca se terá. Ter amor nunca é fácil, então vivamos aqui o que nos surge a frente, como se também fosse inesquecível.

De uma mulher encantada, aos leitores e blogueiros.


Luciana Pontes

segunda-feira, 11 de maio de 2009

hora da sinceridade

Admitindo ou não, está na hora de falar de mim. E aqui não vou contar com quantos caras fiquei nem que viagens fiz. Vou me conter a contar o que eu me descobri, e o que meus amigos disseram de mim que achei verdadeiro.
Sendo tudo verdade ou não, falar de si nunca poderá ser concreto: Ou mudei, ou não sou isso ou aquilo, errei, acertei bem, quem poderá dizer? Numa soma de auto-descobrimento e conversas psicológicas, me liberto de vez do que me prende. Minha personalidade finalmente descrita sem rodeios, com todos os meus defeitos egocêntricos e minha esperteza generalizada. Em fim, eu:

Parte I
Algo recém descoberto.
Sempre fui chamada de exibida. Hoje, ainda que no meio de certo desgosto, minha amiga pode ter me dado a resposta. Ela diz que meu olhar é fechado, que meu rosto passa ar de desaprovação e crítica. Que eu, enquanto olho shows, apresentações, ou uma simples conversa em que o assunto principal não me inspire, "amarro" a cara e nada digo. Bem, certa ela ou não, tive que meio admitir e logo, contestar (minha única defesa naquele momento desgostoso). Eu disse que sentia muito, mas não era de ser fãzona louca que se rasga toda no meio de um show. Meu papel de espectadora se resumia a observar atentamente, gostar ou não, rir quando se deve, curtir quieta e aplaudir ao final. E, ao que se diz da conversação, eu respondi que aquele era meu rosto, e que eu não gostaria de passar imagem de "pouco me lixando". Meu papel, por sua vez, de receptora, era ouvir a conversa e dividir ideias, eu interessada por completo no assunto, ou não. Concluí meu pensamento abrindo meu eu como quase nunca, falei que não tinha nascido para ser a fã, e sim, quem faz o espetáculo. Pode isto ter soado o mais egocêntrico que eu nem posso imaginar, mas me abri.

Parte II
Eu em relação aos outros.
Nunca fui de ser coordenada, a não ser pelos que respeito (fato raro). Geralmente me dou bem com aqueles que serão amigos-seguidores, não contestarão a nível meu desempenho, sendo ele bom ou não. É vergonhoso, eu sei, e sinto ao escrever aqui. Tenho preferências àqueles que poderei ajudar e encaminhar do meu modo. É claro, existem casos a parte, amizades que ainda não entendi muito bem porquê deram certo e são duradouras, as admiro por isso. Meu pensamento à alguns amigos é bem simples: Nunca eles poderão me tocar 100% sem que eu utilize todo meu conhecimento para confundi-los. Inacreditável, mas é verdade. Para chegar realmente em mim, a ponto d'eu poder fazer perguntas sobre minha própria personalidade e receber a resposta de bom grado, não são necessários anos, mas uma atitude que me surpreenda e me fascine. Ao contrário de outros, amiguinhos ou meros colegas, que gosto, mas não chegam nunca a saber quem eu sou. Porém, quando em certas situações, amigos colocam minha identidade a prova, eu fujo. Confundo-os, com êxito ou não, e em fim, coloco-os próprios a se auto-contestarem. Sendo assim, por que eu só estaria errada, se podemos os dois errar ou o mundo todo? Luciana, nem sempre você está certa.

Parte III
Quando não é diretamente a mim.
Como já deve ter sido previsto, desculpar-me é uma real luta contra meu pensamento pseudo-superior. Quando machuco fisicamente, sem querer, um amigo, sinto minhas pernas tremerem. E não é exagero, realmente meu joelho se afrouxa e minha cabeça pesa. Tudo, menos contato físico agressivo. Quando nestes casos, me arrependo amargamente do ato anterior cometido, e peço perdão eterno, da maior verdade possível. Agora, quando a atitude não me fere dessa maneira tão forte, não apenas no caso de desculpas, mas de agradecimentos, ou quando não vem a mim de uma maneira tão cruel como vista, hesito ao desculpar-me. Penso, quais serão minhas consequências? Serei eu submissa ao pobre ferido? Onde este pode ter visto tamanha malvadeza da minha parte? Não sabe que eu não poderia ter sido tão cruel? Sendo eu ou não realmente maléfica (creio que nunca tenha sido, mas quem sou eu neste momento para me defender?), não me admito passar por mera "desculpadora". O mesmo acontece quando ganho presentes. Simplesmente não consigo agradecer sem que soe meio falso, por mais que eu tenha gostado. Sempre sucinto dúvidas tentando ser ao máximo sincera, nestes casos.

Neste momento pré-postador, hesito em realmente colocar na internet meus pontos fracos (ou fortes?). Ver-me escancarada, minhas cartas (marcadas) na mesa, me amedrontam. Alguém me julgará mal? Alguém usará algo contra mim?
Sou forte.
Chega de questionamentos. A verdade sempre tem hora marcada. E esta, é agora. Liberte-se e sinta a leveza de uma personalidade que agora pode melhorar.
Sem mais devaneios, posto.
Abra Sua Mente. Viva.


Luciana Pontes

sábado, 9 de maio de 2009

Pequena viagem no tempo


Eu gostei muito dessa foto. Tem um ar antiquado, e nada foi photoshopado. Eu e a Júlia, velha amiga, nos conhecemos no Jardim B e, ao fim do ano, cada uma foi para um colégio, mas continuamos nos falando até entrarmos juntas no grupo Bandeirante David Gusmão, onde passamos, durante uns 6 anos, todas as tardes de sábado e alguns acampamentos. Saímos, praticamente juntas, e ficamos um tempo sem contado diário. Logo, cursamos sétima e oitava série no Rainha do Brasil. Manhãs e manhãs de amizade. Eu continuei no Rainha, e ela mudou. Hoje nos falamos praticamente por msn e orkut, papos rápidos em função dos compromissos. Nos encontramos às vezes e colocamos as fofocas em dia. Tenho muitas coisas para contar para ela agora. Foto: Páscoa 2009; Local: Cotiporã (RS).

Mudando de assunto:
Tenho umas ideias para peças de teatro para escrever, tem que ser relacionado com namoro; Aceito sugestões. Para quem não sabe, eu faço aulas de teatro no meu colégio toda quinta de tarde.

Prefiro terminar por aqui.
Tchau, baby.


Luciana Pontes

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Um ano de ASM

Bom, vou fazer um post rápido, em relação ao aniversário de UM ANO DO BLOG dia 2 de maio. Não estarei aí para postar nada especial, pois estarei em viagem, mas vamos comemorar!! Uhuul! Olhando agora, chegamos a 187 postagens, 17 seguidores, 2.801 visitas e muitos comentários! Em nome de nós duas, agradeço todas as críticas e conselhos, comentários, complementos, elogios e visitas! Viva Abra Sua Mente! E que venha mais um ano!!


Luciana Pontes

terça-feira, 28 de abril de 2009

Final sem alternativa

___Grito, medo, escuridão______________

__Mãos ao alto_________________



um tiro______________________








Agora não há mais ninguém para terminar a história._

Luciana Pontes